#TemQueLer: De repente dá certo

Sou apaixonada por blogs que tenham textos/crônicas que te fazem pensar ou refletir sobre a vida. Foi assim com Entre Todas as Coisas, com o SuperEla. E tá sendo assim com “De repente, dá certo”.

Sem título

Conheci ele em um post da Jú Faria (uma dos primeiros a aparecer no #TemQueLer), quando ela postou um texto incrível que a autora (e atriz, e jornalista e editora, ufa!) do blog Marcela Picanço cujo título era: “Se o amor da minha vida não chegar”. Uhum. Aquele texto soco no estômago. Passei uns dias e fui, dessa vez direto no blog dela. Último texto: ‘O nosso primeiro não na carreira’. Outro soco, dessa vez, daqueles bem certeiros. Encaixou como uma.. luva!

E começa a ler os outros. E se identifica. Muito. E, claro, já quer essa pessoa como amiga pra te dizer exatamente aquilo, naquele momento. Quem nunca, não é?

Acho que se um dia, por acaso, eu te encontrasse na rua, eu ia fingir que eu não te conheço. Porque meu coração ia acelerar tanto que eu não ia conseguir falar nada. Eu sempre consigo disfarçar meu nervosismo falando mais. E tudo bem, porque eu já sou o tipo de pessoa que fala demais. Mas com você eu recuo. Minha vontade era pular no seu pescoço e falar o quanto eu senti sua falta por todo esse tempo. Depois eu ia segurar sua mão e te levar pra algum lugar que só existisse a gente.

Segundo o que a Marcela conta, ela criou o blog – em outra plataforma – lá pelos idos de 2008, já que “tinha cansado de escrever um monte de bobagem nos meus cadernos e escondê-los atrás do meu quadro de fotos”.

Quer saber mais? Olha aqui as redes sociais do blog.

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Existe amor em São Paulo?

Ando sentindo uma saudade imensa da minha vida em São Paulo. Pera lá, vida? Sim, caras leitoras. Por quase três meses morei em São Paulo. Uhum. Imagina a cena: alguém que nunca morou longe de casa, muito menos viajou sozinha por mais de um final de semana (que foi logicamente para Esse Pê) do nada, morar sozinha. Okei, sozinha não. Mais precisamente em uma república feminina.

Quando meu pai me deixou lá, na porta, me senti pior que um cachorro abandonado em dia de mudança. Calma, eu tava em uma cidade estranha, com gente que não conhecia pela primeira vez. Quis correr. Quis voltar. Quis chorar. Na hora. Sim, sou manteiga derretida. Mas não podia esmorecer.

Tudo novo. Literalmente. Okei, eu tinha que me virar. Mas como? Sei lá. Confesso que a primeira semana foi sim, a pior. A saudade batia todo dia, queria largar tudo e voltar pro Errejota. Mas quer saber? Aquele tempo pra mim era questão de mostrar ao mundo e a mim mesma que era mais forte e responsável do que imaginava.

#ExisteMuitoAmorEmSPSim

#ExisteMuitoAmorEmSPSim

 

Minha vontade e curiosidade começou em 2009, quando fiz amizades por lá. E sempre me questionei o motivo de tanta distância. Em 2014, desbravei a cidade (okei, nem tanto o quanto queria) sozinha. Fiz (mais) amizades. Irmandades. Parcerias. Pessoas que levo do lado esquerdo do peito. E me pergunto, como falam que não existe amor em SP? Claro que existe. Concordo que os nascidos na terra da garoa não são tão receptivos quanto nós, cariocas.

Acabei por me acostumar na cidade. E me adaptar. E virar rotina. E a criar rotina. Domingo, por exemplo era dia de ir na padoca na rua de trás. E tomar um café com pão.  A noite? Olhar pro céu ouvindo música eletrônica. Falar ‘Meo’ a cada frase. Ter que ouvir que pizza não deve ser comida com catchup. Ouvir muito sertanejo.

E voltar pro Rio e sentir falta de algumas coisas. E me pergunto: como ainda falam que não existe amor em SP? Sou a prova de que existe sim. Existe muito amor em São Paulo. E me espera, pois em breve eu volto.