O dia em que eu conheci o Bovo.

Quem já é velho conhecido por aqui , sabe o quanto eu sou fã do Daniel Bovolento – lembra que quando o blog comemorou um ano eu bem bati um papo com ele e trouxe pra cá? Ele também foi figurinha fácil lá no comecinho da nossa história, um dos primeiros #TemQueLer.

Pra quem não sabe, o Dani tá lançando o seu segundo livro, intitulado “Depois do Fim”, em que reúne 50 crônicas sobre o fim dos relacionamentos.


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Foi então que há duas semanas, eu vi que ele iria fazer uma noite de autógrafos aqui no Rio! Vi ai a oportunidade perfeita para finalmente poder ficar cara a cara com ele. Recrutei amigas, comprei o livro e fui pra fila.

Comecei lembrando – ou tentando lembrar – que eu tinha esse espaço aqui e que ele me deu ‘entrevista’. Ele disse que lembra, mas duvido muito. Mas perdoei por esse esquecimento.

O que dizer do Dani? Que pessoa atenciosa! A cada pessoa que chegava, ele fazia questão de ou levantar antes ou no fim e dar um abraço. Explicava sobre a sinopse do seu livro, perguntava se tava rolando o “fim pra você” e emendava em um papo bem gostoso e divertido. Sim, eu poderia ficar horas e horas conversando com ele.

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Sabe aquela pessoa que você podia passar horas conversando e rindo abertamente? Foi exatamente assim que me senti, como se ele fosse um amigo meu de anos que soubesse a minha vida toda – e de fato sabe, tamanha exatidão e conhecimento quando me identifico a cada texto.

Fui dedurada por uma das amigas e precisei confessar que não saberia se tinha maturidade emocional pra ler ‘Depois do Fim’ sem uma panela de brigadeiro do lado. Dani falou que era assim mesmo, que os primeiros sete ou oito textos são os mais tensos. Mas que depois melhora, ele promete.

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Conversamos ainda sobre frio, Buenos Aires, livros de amor e a promessa que a cada texto eu iria mandar uma mensagem pra ele. Me despedi com um novo abraço e a certeza que sai de lá muito mais fã do que entrei, com um bando de foto e o livro autografado por ele.

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Ah, e um agradecimento especial pras meninas que me acompanharam nessa jornada. Girls, i love u.

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#TemQueLer: “Cavalo de Guerra”

livro

Quem aqui ta sofrendo com o fim das Olimpíadas? Bom, eu estou e muito! E como eu já falei aqui, eu fui torcer pro Hipismo. E como hoje é dia de #TemQueLer, entrei no clima trazendo um livro que retrata esse universo: Cavalo de Guerra. E, sim, o filme que tem o mesmo nome foi inspirado e baseado na publicação escrita por Michael Morpugo. A história é tão maravilhosa que eu terminei em um dia e meio, já que o público é o infanto juvenil.


Sinopse: Em 1914, com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, Joey, um belo Cavalo de pelo avermelhado e uma cruz branca na fronte, é vendido para o Exército inglês e enviado para frentes de batalha na França. Lá, o destemido Cavalo enfrenta o inimigo e vê de perto o horror das violentas batalhas.

Mesmo em meio à desolação das trincheiras, a coragem e a determinação de Joey sensibilizam os soldados do front e ele consegue encontrar consolo e esperança. Seu coração, contudo, sofre com a saudade que sente do jovem Albert, que ele foi obrigado a abandonar… Será que ele nunca mais voltará a ver seu verdadeiro dono e amigo?

Autor: Michael Morpurgo
Editora: WMF
Páginas: 177


O ano é 1914, Inglaterra. Joey é um cavalo puro sangue de pelo avermelhado com uma cruz branca na sua testa. O seu dono e melhor amigo é Albert, desde que era um potrinho. Porém, a fazenda do pai de Albert não ta bem financeiramente por causa da Primeira Guerra Mundial e ele vende o animal escondido do filho para a Cavalaria do Exército Britânico.

“Mas não importa, já superei esse medo. Tudo graças a você, Joey. Você me devolveu a confiança. É como se agora eu pudesse fazer qualquer coisa. Quando estou com você, sinto-me como um cavaleiro de armadura”

Claro que o rapaz fica completamente desolado e sai em busca do seu parceiro, se alistando para poder procurar Joey. Enquanto isso, o cavalo está enfrentando os temores da guerra e se perguntando quando irá reencontrar o seu grande amigo Albert.

Se perguntando? Sim, o livro é narrado pelo Joey. Para aqueles que amam o universo eqüino esse é um livro que transpira amor e a bela relação entre humanos e cavalos. Vale a leitura e depois dá o play no filme que é maravilhoso também!

Tem Que Ler: @mor e Emmi e Léo

O post do #TemQueLer de hoje é duplo: “@mor” e a continuação “Emmi e Leo: a sétima onda”, do autor austríaco Daniel Glattauer. O primeiro foi indicação de uma amiga e qual não foi a minha surpresa ao descobrir que teria um segundo livro, que demorei alguns bons meses pra conseguir ler.

Emmi Rothner envia um email para cancelar uma assinatura de revista e por conta de um erro na hora de digitar, quem recebe é Leo Leike. Eles começam então um papo que se torna amizade e de repente, esses dois desconhecidos não conseguem viver sem conversarem e desabafarem pela internet.

Ela é casada com Bernhard e Leo tem um relacionamento fracassado com Marlene. Num vai e vem, Emmi e Leo começam a se envolver. E eles enfim, decidem se encontrar, mas ela não aparece, para tristeza de Léo. Meses se passam, Leo cancela a sua conta e vai morar em Boston. Emmi entra em desespero por não ter mais notícias dele.

Após nove meses de silêncio, para surpresa da protagonista Emmi quem responde é Leo e não o servidor do email. Eles retomam aos papos ora de apenas desabafo, ora de pura ironia e.. pasmem! Começam a se encontrar pessoalmente! Leo agora tá em um relacionamento estável com Pamela. Detalhe: os dois livros são narrados em formas de emails. Uhum. Só email. Não há narração nem descrição

Eu curti os dois livros por igual, mas não concordei com os finais dado, sabe? O primeiro me deixou com a respiração presa e de ‘ah, acaba assim? Como??’. Mas ai quando descobri que tinha um segundo livro, me aliviei. Mas, ai quando terminei o segundo fiquei perplexa. Deixou um gosto de quero mais, de ‘nossa, enrolaram tanto pra fazerem… isso?’

Pra quem curte um romance bem água com açúcar, esse é o ideal. E você, já leu algo do Daniel Glauttaer

#TemQueLer: 5 livros pra amizade

Como todo mundo sabe, (quase) toda quarta eu falo sobre um livro bacana que eu li e quis indicar pra todo mundo. Mas como hoje é um dia pra lá de especial – é dia do amigo, não sabia?- eu resolvi dar cinco dicas de livros cuja amizade é o tema.

Simplesmente Acontece

Muitos irão falar: “Aaah, mas eles viram um casal!!”. Sim, concordo! Mas tanto no livro quanto no filme (falei dos dois aqui já!) o relacionamento entre Sam e Rosie nada mais é do que amizade. Eles se conhecem aos 5 anos e então vivem grudados. Passam por altos e baixos na amizade. Claro que isso evolui pro amor, mas isso foi papo pra outro post.

É agora ou nunca 

Geralmente a Marian concentra em uma só protagonista e mulher, mas nesse livro ela te vem com uma diferença: agora são três (duas mulheres e um homem) e que são melhores amigos há anos: Tara, Katherine e Finn. Eles saíram da sua cidade pequena e arcaica e foram morar na grande Dublin assim que acabou o colégio. Apesar de bem diferentes, eles são bem amigos e se apóiam em qualquer situação. Kath tem a vida perfeita. Ou não. Ela trabalha numa ótima empresa, tem o apartamento dos sonhos. Tara tem um relacionamento falido e vive de dieta. E, Finn aparentemente é o mais normal e feliz de todos. O que vale é que sempre que eles precisam, um ta ali do lado do outro. Pronto pra ajudar.

Harry Potter e as Relíquias da Morte

Bom, pra mim é impossível falar de amizade – seja no mundo literário quanto no mundo das telas – sem citar esse trio incrível: Harry, Hermione e Rony.  E difícil escolher entre todos os sete livros um só pra representar essa irmandade! Mas, depois de muito pensar, acho que na última publicação da saga, é que o sentimento ta mais em evidência. O trio resolve não voltar a Hogwarts para poder procurar as últimas Horcruxes e poderem assim, derrotar o Lorde das Trevas. E então, eles passam por mil e uma aventuras (mais, né?) juntos. Amizade como essa, difícil de achar, hein?

Série “Os Karas”

Quem foi criança no final dos anos 90, começo dos anos 2000 e curte ler desde então, vai saber o que estou falando: Dos KARAS! O melhor quinteto de amigos no mundo literário. E posso afirmar: foi ai que começou a minha paixão por sagas. Crânio, Magrí, Calú, Miguel e Chumbinho. Pedro Bandeira começou há mais de trinta anos, com ‘A droga da Obediência’ e depois disso teve mais cinco livros com os mesmos protagonistas: “Pantâno de Sangue”, “A droga do amor”, “Anjo da Morte”, “A Droga da Americana” e, pra finalizar, “A droga da Amizade”, lançado há dois anos (e que ainda não li!). Os cinco adolescentes são metidos a detetives e se envolvem em várias aventuras, confusões e roubadas. Tudo no maior sigilo absoluto, com o código POLAR! Li quando eu tinha uns 13 anos e foi difícil escolher só um! Mas fica a dica.

Percy Jackson/Os heróis do Olimpo

Tai mais uma saga – viram, sou apaixonada por elas!- que não consegui escolher só um! Aqui, os personagens oscilam em vários grupos (são duas sagas!) e mesmo sendo absurdamente diferentes – quem já leu vai entender e que mesmo assim, lutam lado a lado com um objetivo maior. Além disso, rola muita coisa bacana e interessante. Outra dica!

 

#TemQueLer: Uma prova de amor

livro

Sempre fui fã assumida do gênero chick lit – ou mulherzinha, para muitos – cujas personagens principais são mulheres e seu universo. O primeiro livro que li da Emily Giffin foi “Ame o que é seu”, já resenhado aqui e ela se tornou uma das minhas escritoras preferidas.

O livro de hoje é “Uma Prova de amor”, que li acho, em 2013 – e foi bem difícil lembrar dos detalhes – e muito bem desenvolvido na forma como ela escreve e apesar das mais de 400 páginas, a leitura é suave e leve.


Sinopse: Não para Claudia Parr. A bem-sucedida editora de Nova York não pretende ser mãe e até desistiu de encontrar alguém que aceite esta sua escolha, mas, então, ela conhece Ben. O amor dos dois parece ideal. Ben é o marido perfeito: amoroso, companheiro e — assim como Claudia — também não quer crianças. No entanto, o inesperado acontece: um dos dois muda de ideia a respeito dos filhos. E, agora, o que será do casamento dos sonhos?

Uma Prova de Amor é um livro divertido e honesto sobre o que acontece ao casal perfeito quando, de repente, os compromissos assumidos já não servem mais. Contudo, é também uma história sobre como as coisas mudam, sobre o que é mais importante, sobre decisões e, especialmente, sobre até onde se pode ir por amor.

Editora: Novo Conceito

Ano: 2013

Páginas: 432


Cláudia tem um relacionamento bem estável. Ela, uma editora, nunca quis ter filhos e encontrou em Ben, seu marido o cara ideal para isso: ele também não quer. Ele é o cara ideal: amoroso e companheiro. Mas, o que Claudia não previa era que o instinto paternal afetasse Ben e ele começa a pensar na possibilidade de ter um filho. De preferência, com ela.

Então é ai que a crise no casamento começa. O que ela deve fazer? Atender aos desejos do marido, afinal, ela o ama e quem sabe pode amar a criança ou simplesmente cortar a relação? Então começa o dilema, já que todo mundo a enxerga como a vilã da situação, até porque é o desejo de se ter filhos sempre parte da mulher, nunca do homem.

*Alerta spoiller!* O casamento começa a ruir e logo eles se divorciam e vai cada um para um canto. Separados, Cláudia decide dar novos rumos a sua vida e começa a conhecer novos caras e como é a relação dela com a família. Ela começa a perceber que quando a gente ama de verdade uma pessoa, as vezes é preciso abrir mão de certos pensamentos e convicções.

A Emily Giffin tem um jeito bem característico em todos os seus livros: ela adora falar de relacionamentos – seja de qual tipo – de uma forma simples e pura, sabe? Uma sensiblidade que poucos conseguem ter quando escrevem seus livros. Eu já li quase todos os livros dela e em todos parece que a escrita fluiu.