Aperte o Play: Justin Timberlake

Costumo me definir como uma pessoa bem eclética musicalmente falando. E não poderia deixar de trazer no Aperte o play de hoje, um dos cantores que mais admiro – tanto pela voz quanto pela beleza – e que graças a Deus tive a oportunidade de fazer um check na vida ao assistir um show dele, que valeu cada centavo, perrengue e suor.

Justin Timberlake ficou conhecido mundialmente ao participar da boyband N’Sync e namorar a princesinha do pop Britney lá pelos anos 2000.  Além disso, o cara atua, dança e compõe. Separei aqui então, as minhas cinco músicas favoritinhas dele para gente apertar o play.

Not a bad thing

Imagina a sua música favorita da vida? Aquela que consegue definir vários momentos importantes. Bom, é assim com Not a Bad Thing. Quem me apresentou foi a minha amiga Camilla, a mesma do vídeo Paulistas x Cariocas e se tornou tão preferidinha, que virou trilha do meu livro – os dois primeiros capítulo você encontra aqui – e é daquelas que eu ouço todos os dias.

What Goes Around.. comes around

Essa canção, que era minha favorita dele antes de Not a Bad Thing, talvez seja a canção que mostrou pro mundo que Justin não era mais um rostinho bonito de boyband. Lançada em 2008, a música tem uma mensagem bem bacana: “What goes around/Comes all the way back around”. (O que vai/Faz todo o caminho de volta)

Mirrors

Tenho uma história bem engraçada com Mirrors. Lá em 2013, quando Justin Timberlake veio ao Brasil para o Rock in Rio – e eu estava lá – era completamente viciada. Corta para outro ano e essa mania que tenho de associar música/pessoa, me fez ter um pouco de bode dela por meses e meses. Hoje, não consigo ouvir sem dar risadas. Apesar da música ser ótima, preciso confessar que prefiro a versão que o Boyce Avenue canta.

Suit and tie

Lançada na mesma época de Mirrors, Suit and Tie tem uma batida pra lá de gostosa de ouvir. Em parceria com Jay Z, fez um sucesso enorme lá pra 2012/2013. Mas é uma das que de tanto ouvir, a gente acaba enjoando.

Love Never felt So Good

Menção honrosa da lista. Essa música, feita ‘em parceria’ com Michael Jackson, é uma das que considero mais fofas que o Justin Timberlake canta. Além disso, o clipe é daqueles que conseguem te passar uma mensagem pra lá de animada.

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Aperta o Play: Sandy, no Meu Canto

Que eu sou fã da Sandy não é nenhuma novidade aqui no blog, não é? No final de maio eu fui – depois de uns dois anos de ‘seca’ – no novo show dela e ano passado, me aventurei no SuperStar só por causa da Sandy. E quem acompanha a vida da cantora sabe que no fim de junho, mais precisamente 24 de junho, chegou às lojas o seu mais novo trabalho, o DVD “Meu Canto”, gravado em Niterói, no estado do Rio de Janeiro, no mês de novembro.

Sandy, que tem mais de vinte anos de carreira, trouxe nesse novo álbum um mix: releituras de canções dos tempos de dupla e dos seus dois trabalhos anteriores. Além disso, cinco inéditas. E é sobre delas que eu vou falar no Aperta o Play de hoje! Confere só!

Meu Canto

Essa é mais uma intro (que é seguida de “Sim”) que a cantora compôs e que deu nome ao show e ao álbum. Em entrevista, Sandy afirmou que ‘Meu canto’ tem sentido duplo: o ato de cantar e que ela queria levar aos seus fãs uma parte do seu canto.

“Seja bem-vindo. Entre sem bater
Sem julgar, sem tentar entender”

Salto

Quem acompanha desde sempre a trajetória da Sandy, vai reconhecer que nessa música que ela compôs junto com o marido, é praticamente uma declaração de amor pra ele. Inclusive, ela afirma isso tanto no making off quanto no show!

“Me decifra e me traduz, nas minhas sombras você vê a luz. Você sabe tudo, e tudo bem.
O que eu sou de verdade.E só presa a você.Eu me sinto em liberdade.”

Cantiga para Luciana.

Malz aê, San! Te amo e sou fã, mas essa música me dá um sooonooo.. Acho chata e cansativa. Mesmo assim, ela a desenvolve com uma maestria tamanha. Apesar de não ser tão inédita assim, é a primeira vez que ela coloca em um show dela. A canção é uma homenagem ao seu avô, Zé do Rancho, uma das suas maiores inspirações.

“Nasceu na paz de um beija-flor. Em verso em voz de amor
Já desponta aos olhos da manhã. Pedaços de uma vida”

Me Espera. (ft. Tiago Iorc)

Gente! É sério, essa é uma das melhores músicas que ela gravou! Tanto que ela escolheu pra divulgar o trabalho e ta bombando nas rádios e programas de televisão.  Junto com o Lucas e o próprio Tiago Iorc, Sandy conseguiu reunir boa melodia, letra suave e sintonia na parceria com o Tiago em uma só canção! Isso sem contar do clipe, que é maravilhoso.

“Tenta me reconhecer no temporal. Me espera.
Tenta não se acostumar. Eu volto já. Me espera”

Colidiu

Basta a gente ouvir as primeiras frases da música pra saber que essa é mais uma declaração pro seu marido, Lucas que escreveu junto com a Sandy. Daquelas que é ótima pra gente mandar pro boy, sabe? Animadinha, dá vontade de sair dançando quando cozinha, quando ta se arrumando.

“Você não era o homem dos meus sonhos. Porque enfim faltava imaginação
Reescreve a minha história com sorrisos. Transforma o meu silêncio em canção”

Respirar

Lembra que falei lá no começo que a Sandy participou como jurada do programa SuperStar? Em um dos episódios ela propôs pro vocalista da banda Reverse, Daniel Lopes, que gostaria de compor com ele. E não é que esse pedido foi atendido? Essa música também foi a primeira a ser divulgada, antes mesmo da gravação em novembro em um show teaser da cantora. Fala de como aproveitar mais a vida, sabe? Amo também, ta favorita e já sei todinha.

“Voos podem ser mais altos. Frases podem ser mais belas
Hoje eu vou gritar mais forte a sorte que a gente tem. De ser feliz sem ser refém”

Turnê Meu Canto: eu fui!

Quem já me conhece, pode perceber o quanto eu sou fã da cantora Sandy Leah. Ano passado eu contei aqui a minha aventura na plateia do programa SuperStar em que ela é jurada. E, no último sábado, lá fui eu conferir a nova turnê dela, intitulado ‘Meu Canto’. Esse nome, segundo a propria Sandy, tem dois significados: o seu amor por cantar e mostrar ao seu público um pouco mais dela.

Diferente das outras apresentações que eu fui, resolvi escolher um lugar lá atrás. Queria ver o show por completo, ter uma visão total do palco, sem o murmurinho dos fãs mais eufóricos. E dessa vez consegui ver uma Sandy mais madura e segura no palco, com composições que mostram o seu melhor momento.

A apresentação em solos cariocas da cantora , trouxe uma surpresa: o making off do seu DVD que conta com duas participações pra lá de especiais: Gilberto Gil, em “Olhos Meus” e Tiago Iorc, com uma música inédita ‘Me Espera‘. Essa última, aliás, foi escolhida por Sandy para ser o carro chefe nesse seu novo trabalho e é deliciosa de se ouvir.

O show começa com a música “Sim“, seguida pela minha favorita e a que mais vibrei, confesso: “Aquela dos 30“. Sandy então vai embalando seus fãs com um sucesso atrás do outro dessa sua fase solo. Com quatro canções inéditas – “Respirar“, “Salto“, “Colidiu” e “Me Espera” – ela vai contando como foi o processo de criação de cada uma.

Além disso, Sandy faz duas homenagens: ao cantor Nando Reis com a canção “All Star” e ao seu avô, cantando “Canção para Luciana“. E, é claro aos seus fãs desde o tempo com o seu irmão Júnior, e as escolhidas da vez foram ‘Nada é por acaso’ e ‘Desperdiçou’. E é nesse momento que os fãs digamos mais eufóricos, correm para mais perto do palco. Lembra no começo do texto que escolhi uma mesa lá atrás? Por isso. Mas, como boa fã dela, foi impossível não me levantar e começar a dançar ali mesmo, no meu lugar.

Sai de lá com a alma mais leve, rouca, olhos inchados de tanto chorar e a certeza que o meu amor e admiração por ela só aumentam! E você, tem algum ídolo ?

Créditos das fotos: Google e Instagram da Sandy

Jorge e Mateus: eu fui!

Desde pequena, fui fã de sertanejo. Fui criada ouvindo Chitãozinho & Xororó, sabe? Quando cresci, o gosto continuou. Desde 2010, conheci uma dupla que encanta meu coração até hoje: Jorge e Mateus. Como moro no Rio de Janeiro e a cultura sertaneja não é tão presente quanto em outros lugares do Brasil, ter um show do tipo não é algo que rola sempre.

No final de junho, anunciaram mais um show da dupla aqui no Rio. Era o quarto só esse ano. Como não tinha companhia para ir, pensei por alguns dias. Mas pensei: ‘Poxa, sou fã dos caras. Eles nunca vieram tanto. Acho que vou aproveitar’. Tradução: era um sinal de que eu TINHA que ir. Mesmo que fosse sozinha. Na hora da compra do ingresso até pensei por alguns segundos, mas a vontade era bem maior.

Entre a compra e o dia do show, se passaram mais de um mês (comprei começo de julho e o show foi agora, 20 de agosto) e a ansiedade só aumentava. Tinha um show de abertura, do cantor – também sertanejo – Israel Novaes e que já tinha começado quando cheguei. De um modo geral, o show dele é bem mais ou menos. Que me perdoem os fãs, mas ele não tem presença de palco e carisma. Conversando depois com um amigo (que já foi no show dele e é fã de sertanejo também), concluímos que ele precisa de umas dançarinas. Além de cantar mal. Eu mesma, conhecia só umas três músicas dele.

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Quando o show do Jorge e Mateus começou, meu coração parece que ia sair pela boca. Uhum. Ainda mais que eu estava beeem pertinho do palco, praticamente tocando no Jorge. A cada música que eles cantavam, meu coração acelerava, me entreguei total ao show.

O Jorge é o mais participativo e interativo com a galera. Brinca, interage, conversa com os fãs, anda de um lado para o outro no palco. Já o Mateus é mais contido e tímido, fica lá com a sua guitarra e seus solos incríveis. Além disso, não existe uma lógica que muitos artistas gostam de levar para as suas apresentações, não conta uma história, sabem? No metade, eles fazem uma espécie de linha do tempo, um pout-pourri com os primeiros cinco anos de carreira (2005-2010) e ai que entra a primeira música que eu curti deles, O mundo é tão pequeno.

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Nesse show, eles levam fãs pro palco pra dançar e uma mulher pediu o namorado em casamento. Lembra que comentei lá em cima que o Mateus arrasa no solo da guitarra? Ele canta sozinho ‘Thinking Out Loud’, do Ed Sheran (eu amo essa música!!! Pirei quando ele cantou) e também “A sua maneira”, do Capital Inicial. É o momento dele com os fãs.

São uma hora e quarenta de música e mais música. Só sertanejo, só sucesso. Só vibração boa. Que me perdoe o rei Roberto Carlos, mas foram tantas emoções que estou até agora, sem palavras. Só com um sorriso enorme de ter feito mais um check na vida.

220Volts: Eu fui!

No último sábado ganhei de surpresa de uma amiga um presente de aniversário (é amanhã!!!) bem legal: ingressos para irmos ver o show do Paulo Gustavo, o 220 volts! Era o último final de semana de espetáculo aqui no Rio de Janeiro (mês que vem ele vai pra São Paulo, atenção paulistas) e lá fomos nós.

O show dura uma hora e meia,  tem participação especial de dois atores (Gil Coelho e Christian Monassa) que contracenam com o PG em algumas esquetes, além do ator-comediante-amigo Marcus Majella e que meio que funciona de escada para o Paulo entre uma entrada e outra. Ah, no elenco ainda tem um corpo de baile muito bom que participa de quase todos os quadros.

São seis esquetes no total e em todas elas o PG faz uma personagem feminina com um toque de critica a qualquer assunto. A apresentação inicial fica por conta do Majella que aparece para dar aqueles recados básicos (não pode fumar, fotografar, interagir com os atores e etc.) e alfinetar de forma que só fazemos com os amigos o Paulo Gustavo. Não adianta que vocês não irão ver o Paulo Gustavo interpretar homem nessa peça. Ele não consegue

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O show começa com uma cantora, que é uma mistura de Beyoncé (musa mor do ator) e Shakira. Ela é prepotente, acha que por ser famosa, tem que ser venerada por todos. Através de um diálogo com o seu agente (Monassa), ela se diz muito importante e faz 1001 exigências absurdas (como três camarins e flores sem pólen). Qualquer semelhança com muitos artistas por aê, bom não é mera coincidência, né?

A segunda esquete é com a Mulher Feia, que indiretamente critica o padrão de beleza imposto pela atual sociedade. Nesse ponto, é quase um bate papo informal entre o ator e a platéia e ele só usa o telão. A terceira nos apresenta uma mulher, no maior estilo “piriguete” que vai curtir a balada e dá mole pra vários caras. Encontra o namorado que enganou dizendo que ia ficar em casa. Divertido, mas não é o melhor da noite. Não me empolgou tanto quantos os outros.

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A próxima é da mais conhecida personagem dele, a “Senhora dos Absurdos” e, para mim, a esquete com a maior crítica de todo o espetáculo. A personagem, uma moradora rica do Leblon é daquelas que, infelizmente encontramos pelas ruas: é do tipo  preconceituosa com tudo: gays, pobres e gordos.

PG220VAPeca_Estreia_CreditoPapricaFotografia_00003A quinta e penúltima apresentação do Paulo Gustavo é um monólogo de uma apresentadora de programa feminino matinal. Senti uma alfinetada em Ana Maria Braga e seu Mais Você e outros programas do gênero que conseguimos ver trocando de canal até a hora do almoço quando de forma direta trata a telespectadora (maior público alvo) como uma mulher alienada que acredita em tudo que se fala.

Para terminar, a última esquete nos apresenta a Ivonete, empregada doméstica que mora no morro e tá esperando o resultado se ela foi ou não escolhida para ser madrinha de bateria da escola de samba na comunidade. Nessa, a crítica fica por conta do descaso do governo com a população.

Senti falta do Paulo Gustavo e das suas piadas, mas depois entendi que ali não era o show dele, mas sim das cinco personagens que compõe o 220volts. E isso ele mostra ao público com o Hiperativo. Outra coisa que achei genial é que não é uma peça simples. Cada esquete tem seu cenário, trilha, texto certinho. Tudo pensado direitinho, sabe? E isso que me encantou muito e me deixou batendo palmas de pé. Se eu já era muito fã do cara, depois dessa então. E que venha o “Hiperativo”, em março