[Top 6]: Cinema Nacional.

Hoje, no dia 5 de outubro é considerado um dos dias do Cinema Nacional. Sim, existem duas datas – a outra é 19 de junho – mas hoje é o que consideram a primeira exibição pública de cinema nas terras tupiniquins.

Apesar de muita gente torcer o nariz quanto as nossas produções nacionais, nos últimos anos o cinema nacional vem conquistando cada vez mais telespectadores. E, pra celebrar, separei seis filmes nacionais que eu adoro de paixão.

Sonho de Verão

Pra mim, é o melhor da minha infância e adolescência e vida adulta. Cansei de contar quantas vezes aluguei o VHs, o DvD e que vi no youtube depois. Figurinha fácil da “Sessão da Tarde”, ele já apareceu quando dei meu top 10 de filmes dos anos 90, lá no comecinho do blog. Sérgio Mallandro querendo impressionar e dar um verão inesquecível para a namorada, se faz passar por um sobrinho de um casal milionário que acabou de viajar e deixou a mansão vazia. O que ele não esperava é que um bando de adolescente confundisse o local com uma colônia de férias. O enredo é até meio bobo, mas tem meu amor pra sempre!

Desenrola

Priscila (Olívia Torres) é uma adolescente como todas as outras. Tem suas encanações, dúvidas, incertezas e, claro, paixões não correspondidas. Quando sua mãe precisa viajar por vinte dias por conta do trabalho, ela aproveita pra acabar com algo que a incomoda: sua virgindade. No elenco do filme de 2001 temos Pedro Bial, Juliana Paiva e Kayky Britto

Vai que dá certo

Sabe aquele filme que você vai ver no cinema por falta de opção? Foi assim com ‘Vai que dá certo’. E zero arrependimento. Saí da sala com a barriga doendo de tanto rir. A história, de 2013, fala de quatro amigos desde o colégio e que estão com a vida sem perspectiva: os irmãos Vaguinho (Gregório Duvivier) e Amaral (Fábio Porchat) – donos de uma locadora que tá falida -, o professor de inglês, Tonico (Felipe Abib) e o cantor de bar Rodrigo (Danton Mello) tem a chance de participar de um assalto e mudarem de vida. Só que claro que nada dá certo e eles acabam se metendo em muitas confusões. A sequencia chega ano que vem.

Muita Calma nessa hora

Sabe aquele filme que você identifica com uma personagem? Ou com a história? Pra mim, são os melhores. Em MCNH, é aquele que você precisa ver com as amigas (ele e mais um monte, falei deles aqui), sabe? Tita (Andréia Horta) depois de descobrir a traição do noivo nas vésperas do casamento, escala as melhores amigas, Anninha (Fernanda Souza) e Mari (Gianne Albertoni) para curtirem a lua-de-mel já paga na paradisíaca Búzios. Nesse meio tempo elas conhecem Estela (Débora Lamm) e o trio vira um quarteto.

Confissões de Adolescente

Eu já era muito fã da série que passou na TV Cultura lá na metade dos anos 90 e teve três ou quatro temporadas. Para minha surpresa, em 2014, eles resolveram levar essa o enredo para as telonas (e pros dias de hoje, claro) e eu, quase uma balzaquiana, corri pro cinema. Quatro irmãs, criadas só pelo pai, de diferentes faixas etárias, sofrem os seus dilemas e dúvidas de serem adolescentes. Menção honrosa pra Sophia Abrahão cantando ‘Sina’, do Gilberto Gil. Fofo ❤

Minha mãe é uma peça

Baseada na peça de mesmo nome, cujo prota é o Paulo Gustavo, o filme fala da vida da Dona Hermínia (Paulo Gustavo), uma mulher – super inspirada na mãe dele – que tá divorciada e foi trocada por uma outra bem mais jovem e que não para de pegar no pé dos seus filhos: Marcelina e Juliano. Um dia, ela descobre que eles a acham uma chata e insuportável e sai de casa, sem avisar ninguém o que os deixa bem preocupados. Mas na verdade, ela só vai visitar a tia Zélia. Eu sou muito fã do PG, tanto que lá em janeiro bem fui no #220V e contei aqui, claro. Ah, a notícia boa é que ano que vem a continuação chega no cinema.

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Melhores filmes para ver com as amigas

Sexta feira é dia de… se divertir! Não sabe o que fazer? Reúna as amigas para uma sessão pipoca com direito a muita fofoca e diversão e brigadeiro! Tem tantos filmes no estilo mulherzinha que separei cinco todos brasileiros e ótimos – que são garantia de risada pura!

S.O.S Mulheres ao mar

Adriana, personagem da Giovanna Antonnelli, leva um fora do seu marido que resolve trocar ela por outra: uma atriz e entra em deprê total. Ela descobre então que o ex vai embarcar em um cruzeiro de duas semanas rumo à Itália. Recruta a sua irmã (Fabíula Nascimento) e sua empregada (Thalita Carauta) para seguirem ele escondidas pelo navio, em uma vã tentativa de reconquistar o marido. O que acontece? Muitas risadas e confusão. Fui ver com uma amiga no cinema quando lançou e saímos de lá dando gargalhadas. Notícia boa? Nesse mês elas estão gravando a parte dois.

Os homens são de marte… é pra lá que eu vou

Também fui ver no cinema, mas dessa vez sozinha. Fernanda, uma mulher divorciada com trinta e poucos tá sempre a procura de um amor e quando encontra alguém diz que é para sempre. A organizadora de casamento só quer uma coisa: encontrar um parceiro que a ame. O filme fez sucesso (por anos foi peça de teatro!) e a Mônica Martelli a transformou em série do GNT.

Muita calma nessa hora

Tita (Andréia Horta) descobre que seu noivo a está traindo nas vésperas do casamento. Com a viagem de lua-de-mel já garantida, ela convoca suas duas melhores amigas: a indecisa Anninha (Fernanda Souza) – no papel que eu me identifiquei MUITO e a sexy Mari (Gianne Albertoni) para curtirem o lugar: a paradisíaca Búzios (cidade do Rio de Janeiro) por um final de semana. No meio do caminho, o trio se torna um quarteto. Elas conhecem a desmiolada Estrela (Débora Lamm), que está na cidade em busca do pai desconhecido. Impossível não se identificar com pelo menos uma das personagens e dá vontade de sair com as bffs para uma viagem assim. Ah, o filme já tem continuação que não é tão engraçada como a primeira (na minha opinião!)

Meu passado me condena

Miá (Mello) casa com Fábio (Porchat) depois de um mês que eles se conhecem. Loucura, né? Pois é esse o enredo do “Meu passado me condena”.  Na lua-de-mel, embarcam em um cruzeiro rumo à Itália. Lá, eles dão de cara com um ex da Miá, um cara que é bem sucedido de vida que atualmente namora a paixão de infância do Fábio. Bom, o resto é só confusão e risadas. Outro que fui ver no cinema com uma amiga (viu, muito filme ‘para ver com a bff’!!) e a gente saiu de lá com a alma leve. Menção honrosa para o ex-casal Wilson (Marcelo Valle) e Susana (Inês Viana) que vivem implicando um com outro.

Divã

Mercedes – papel da Lilia Cabral – é uma mulher madura, de uns 40 e poucos anos e que tem uma vida aparentemente feliz. Ela resolve começar a fazer análise com um psicanalista, o Dr. Lopes para entender mais os motivos da felicidade. Ela então começa a ter uma outra visão do seu mundo e vê que precisa mudar. Destaque pra cena com o hilário Paulo Gustavo (muito antes do sucesso), o cabeleireiro Renê!

220Volts: Eu fui!

No último sábado ganhei de surpresa de uma amiga um presente de aniversário (é amanhã!!!) bem legal: ingressos para irmos ver o show do Paulo Gustavo, o 220 volts! Era o último final de semana de espetáculo aqui no Rio de Janeiro (mês que vem ele vai pra São Paulo, atenção paulistas) e lá fomos nós.

O show dura uma hora e meia,  tem participação especial de dois atores (Gil Coelho e Christian Monassa) que contracenam com o PG em algumas esquetes, além do ator-comediante-amigo Marcus Majella e que meio que funciona de escada para o Paulo entre uma entrada e outra. Ah, no elenco ainda tem um corpo de baile muito bom que participa de quase todos os quadros.

São seis esquetes no total e em todas elas o PG faz uma personagem feminina com um toque de critica a qualquer assunto. A apresentação inicial fica por conta do Majella que aparece para dar aqueles recados básicos (não pode fumar, fotografar, interagir com os atores e etc.) e alfinetar de forma que só fazemos com os amigos o Paulo Gustavo. Não adianta que vocês não irão ver o Paulo Gustavo interpretar homem nessa peça. Ele não consegue

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O show começa com uma cantora, que é uma mistura de Beyoncé (musa mor do ator) e Shakira. Ela é prepotente, acha que por ser famosa, tem que ser venerada por todos. Através de um diálogo com o seu agente (Monassa), ela se diz muito importante e faz 1001 exigências absurdas (como três camarins e flores sem pólen). Qualquer semelhança com muitos artistas por aê, bom não é mera coincidência, né?

A segunda esquete é com a Mulher Feia, que indiretamente critica o padrão de beleza imposto pela atual sociedade. Nesse ponto, é quase um bate papo informal entre o ator e a platéia e ele só usa o telão. A terceira nos apresenta uma mulher, no maior estilo “piriguete” que vai curtir a balada e dá mole pra vários caras. Encontra o namorado que enganou dizendo que ia ficar em casa. Divertido, mas não é o melhor da noite. Não me empolgou tanto quantos os outros.

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A próxima é da mais conhecida personagem dele, a “Senhora dos Absurdos” e, para mim, a esquete com a maior crítica de todo o espetáculo. A personagem, uma moradora rica do Leblon é daquelas que, infelizmente encontramos pelas ruas: é do tipo  preconceituosa com tudo: gays, pobres e gordos.

PG220VAPeca_Estreia_CreditoPapricaFotografia_00003A quinta e penúltima apresentação do Paulo Gustavo é um monólogo de uma apresentadora de programa feminino matinal. Senti uma alfinetada em Ana Maria Braga e seu Mais Você e outros programas do gênero que conseguimos ver trocando de canal até a hora do almoço quando de forma direta trata a telespectadora (maior público alvo) como uma mulher alienada que acredita em tudo que se fala.

Para terminar, a última esquete nos apresenta a Ivonete, empregada doméstica que mora no morro e tá esperando o resultado se ela foi ou não escolhida para ser madrinha de bateria da escola de samba na comunidade. Nessa, a crítica fica por conta do descaso do governo com a população.

Senti falta do Paulo Gustavo e das suas piadas, mas depois entendi que ali não era o show dele, mas sim das cinco personagens que compõe o 220volts. E isso ele mostra ao público com o Hiperativo. Outra coisa que achei genial é que não é uma peça simples. Cada esquete tem seu cenário, trilha, texto certinho. Tudo pensado direitinho, sabe? E isso que me encantou muito e me deixou batendo palmas de pé. Se eu já era muito fã do cara, depois dessa então. E que venha o “Hiperativo”, em março