#TemQueLer: Se eu ficar

Confesso que não sou adepta de ‘modinha’, principalmente se tratando de livros. Por isso que demorei taaanto para querer ler “Se eu ficar”. Uma amiga me ofereceu o livro e falei: ‘ok, vamos lá. Está na hora”. Até porque eu quero ver o filme e tenho esse TOC particular de só conseguir ver o filme depois de ler o livro

CapaA última coisa de que Mia se lembra é a música. Depois do acidente, ela ainda consegue ouvir a música. Ela vê o seu corpo sendo tirado dos destroços do carro de seus pais mas não sente nada. Tudo o que ela pode fazer é assistir ao esforço dos médicos para salvar sua vida, enquanto seus amigos e parentes aguardam na sala de espera… e o seu amor luta para ficar perto dela. Pelas próximas 24 horas, Mia precisa compreender o que aconteceu antes do acidente e também o que aconteceu depois. Ela sabe que precisa fazer a escolha mais difícil de todas.

Autor: Gayle Forman

Editora: Novo Conceito

Número de páginas: 224


Queria falar que escrevo essa resenha sem ver o filme. E que, diferente do ‘A culpa é das estrelas’, não chorei nenhuma vez. Me emocionei sim, mas chorar não. A história é narrada pela própria Mia, uma adolescente de 16 anos. Durante o que devia ser um apenas um passeio em família, uma tragédia acontece: o carro em que eles estão sofre um acidente e só Mia sobrevive por ora, e seu estado é grave. O que é mais estranho é que a jovem está fora do seu corpo, mas não sabe o motivo.

Morta ela não está, pois de acordo com ela não consegue fazer coisas de fantasma, como atravessar paredes. O que ocorre então? Mia percebe que ela que tem que escolher entre partir ou ficar? Do lado de fora estão seus avôs paternos, tios, primos, a melhor amiga Kim e seu namorado, Adam. Se ela decidir ficar, não terá mais os seus pais e seu irmão mais novo, Teddy junto dela. Se ela for, perde a vida, a oportunidade de se tornar uma grande musicista de violoncelo.

“Às vezes você faz escolhas na vida e outras, as escolhas vêm até você. Faz sentido para você?” (página 159)

A narrativa, de forma bem simples e que o leitor consegue acompanhar, alterna o presente – Mia em coma –  com o passado e como era a sua vida antes do acidente. E ela entende que só ela pode decidir se fica ou não, mais ninguém pode tomar essa decisão por ela.

“Sei que isso faz com que eu pareça meio hipócrita. E, se for esse o caso, será que eu não devo ficar? Enfrentar? Talvez se eu tivesse mais prática, talvez se eu tivesse passado por outras situações difíceis em minha vida, estaria mais preparada para seguir adiante. Não que a minha vida tenha sido perfeita. Tive decepções, já me senti solitária, decepcionada, enraivecida e todas aquelas coisas ruins que todo mundo sente. Mas, em se tratando de sofrimentos de verdade, fui poupada. Nunca fui forte o suficiente para enfrentar tudo o que teria de enfrentar se eu decidisse ficar.” (página 181)

Apesar de não chorar, é um livro que nos faz refletir sobre a importância da família na nossa vida e o quanto eles são importantes na nossa formação como ser humano. Vi um comentário que achei completamente coerente: talvez se fosse adolescente, iria gostar e me identificar muito mais com o livro. Mas de um modo geral, a história é linda. Boas notícias: além do filme, já existe uma continuação, mas dessa vez contada pelo Adam, namorado da Mia, alguns anos depois do acidente.

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