#TemQueLer: Para onde ela foi?

livro

Vocês lembram que eu falei do livro “Se eu ficar” nesse post aqui e que depois acabou virando filme? Bom, uns dois meses atrás, uma amiga me emprestou a continuação, “Para onde ela foi?” e sobre ele o #TemQueLer de hoje. Prepare o lencinho que a continuação é tão emocionante quanto a primeira.


Meu primeiro impulso não é agarrá-la nem beijá-la. Eu só quero tocar sua bochecha, ainda corada pela apresentação desta noite. Eu quero atravessar o espaço que nos separa, medido em passos não em milhas, não em continentes, não em anos , e acariciar seu rosto com um dedo calejado. Mas eu não posso tocá-la. Esse é um privilégio que me foi tirado.
Com a mesma força dramática de Se Eu Ficar, agora pela voz de Adam, Para Onde Ela Foi expõe o desalento da perda, a promessa da esperança e a chama do amor que renasce.

Autora: Gayle Forman

Páginas: 240

Editora: Novo Conceito


#Atenção: alerta spoiller

Quem leu “Se eu ficar” pode perceber que lá no finzinho teve uma amostra do primeiro capítulo de “Para onde ela foi?“, certo? Bom, a história dessa vez é narrada por Adam Wilde, namorado da Mia Hall, três anos depois do acidente.

Vemos que Adam agora é cantor de rock bem famoso que namora uma atriz de Hollywood. Calma, mas e Mia e todo o amor que eles viveram lá no primeiro livro? No começo da narrativa – bem tensa para meu gosto – a única coisa que sabemos é que eles não estão mais juntos. As perguntas que ficam são: quem terminou? Ela sobreviveu mesmo ao acidente?

Ao longo das páginas percebemos que apesar da fama, o garoto é um cara solitário. Não tem amizade com mais ninguém, vive separado da sua banda com quem tem uma péssima relação e o seu namoro é totalmente midiático. Conseguiu o estrelato, mas não é feliz.

Levanto o olhar novamente. Seus olhos ainda estão lá, ainda olhando para mim. E eu tenho certeza absoluta de que ela vai tocar esta noite.

Os capítulos vão se intercalando entre a vida atual e os momentos com Mia antes e depois do acidente. Até que por obra do destino, eles são colocados frente a frente em um concerto dela. O garoto que se mostrava tão rebelde, vai se abrindo e revelando aos leitores o motivo do término e pasmem: não foi ele que acabou!

A história é de um todo bem linda. Fala sobre recomeços e segundas chances. Você daria uma segunda chance ao amor da sua vida?. Apesar de ter achado o final bem acelerado – e só vai entender quem for ler- acredito que enrolar seria bem massivo. Me despedi de Adam e Mia com uma dorzinha no coração e a esperança que eles também levem esse segundo livro para as telonas.

Anúncios

#TemQueLer: Se eu ficar

Confesso que não sou adepta de ‘modinha’, principalmente se tratando de livros. Por isso que demorei taaanto para querer ler “Se eu ficar”. Uma amiga me ofereceu o livro e falei: ‘ok, vamos lá. Está na hora”. Até porque eu quero ver o filme e tenho esse TOC particular de só conseguir ver o filme depois de ler o livro

CapaA última coisa de que Mia se lembra é a música. Depois do acidente, ela ainda consegue ouvir a música. Ela vê o seu corpo sendo tirado dos destroços do carro de seus pais mas não sente nada. Tudo o que ela pode fazer é assistir ao esforço dos médicos para salvar sua vida, enquanto seus amigos e parentes aguardam na sala de espera… e o seu amor luta para ficar perto dela. Pelas próximas 24 horas, Mia precisa compreender o que aconteceu antes do acidente e também o que aconteceu depois. Ela sabe que precisa fazer a escolha mais difícil de todas.

Autor: Gayle Forman

Editora: Novo Conceito

Número de páginas: 224


Queria falar que escrevo essa resenha sem ver o filme. E que, diferente do ‘A culpa é das estrelas’, não chorei nenhuma vez. Me emocionei sim, mas chorar não. A história é narrada pela própria Mia, uma adolescente de 16 anos. Durante o que devia ser um apenas um passeio em família, uma tragédia acontece: o carro em que eles estão sofre um acidente e só Mia sobrevive por ora, e seu estado é grave. O que é mais estranho é que a jovem está fora do seu corpo, mas não sabe o motivo.

Morta ela não está, pois de acordo com ela não consegue fazer coisas de fantasma, como atravessar paredes. O que ocorre então? Mia percebe que ela que tem que escolher entre partir ou ficar? Do lado de fora estão seus avôs paternos, tios, primos, a melhor amiga Kim e seu namorado, Adam. Se ela decidir ficar, não terá mais os seus pais e seu irmão mais novo, Teddy junto dela. Se ela for, perde a vida, a oportunidade de se tornar uma grande musicista de violoncelo.

“Às vezes você faz escolhas na vida e outras, as escolhas vêm até você. Faz sentido para você?” (página 159)

A narrativa, de forma bem simples e que o leitor consegue acompanhar, alterna o presente – Mia em coma –  com o passado e como era a sua vida antes do acidente. E ela entende que só ela pode decidir se fica ou não, mais ninguém pode tomar essa decisão por ela.

“Sei que isso faz com que eu pareça meio hipócrita. E, se for esse o caso, será que eu não devo ficar? Enfrentar? Talvez se eu tivesse mais prática, talvez se eu tivesse passado por outras situações difíceis em minha vida, estaria mais preparada para seguir adiante. Não que a minha vida tenha sido perfeita. Tive decepções, já me senti solitária, decepcionada, enraivecida e todas aquelas coisas ruins que todo mundo sente. Mas, em se tratando de sofrimentos de verdade, fui poupada. Nunca fui forte o suficiente para enfrentar tudo o que teria de enfrentar se eu decidisse ficar.” (página 181)

Apesar de não chorar, é um livro que nos faz refletir sobre a importância da família na nossa vida e o quanto eles são importantes na nossa formação como ser humano. Vi um comentário que achei completamente coerente: talvez se fosse adolescente, iria gostar e me identificar muito mais com o livro. Mas de um modo geral, a história é linda. Boas notícias: além do filme, já existe uma continuação, mas dessa vez contada pelo Adam, namorado da Mia, alguns anos depois do acidente.