Becky Bloom está de volta!

livro

Quem é fã da Becky Bloom, pode comemorar. Chegou às lojas o sétimo livro da saga escrita pela querida Sophie Kinsella (uma das minhas autoras favoritas. Amo! <3). “Becky Bloom em Hollywood”. Atenção, o resto do post contem spoiller!

Quem leu o último livro (Mini Becky Bloom: Tal Mãe, Tal filha), lembra que Luke Brandon, marido da Becky, tinha sido chamado para trabalhar com a estrela de cinema Sage Seymour, certo? E quer coisa melhor do que morar na cidade das celebs? Claro que Becky pira.. ela já se imagina melhor amiga das atrizes e desfilando no tapete vermelho!

Isso sem falar nas milhares de compras que L.A tem a oferecer, claro. Afinal, estamos falando da nossa shopaholic mais louca do mundo dos livros! O lance é que nem tudo é conto de fadas, luxo e puro glamour e assim que eles chegam à cidade, confusões acontecem. Quais? Bom, pra começar, uma antiga rival – Alicia – volta. E, para completar, Becky tem a chance de se tornar a stylist da maior concorrente da cliente do marido.

Já previu as mais diversas loucuras? Pois é, eu também. Para mim, a escrita da Kinsella é tão leve, simples e natural e as trapalhadas da Becky tão insanas que você fica com pena dela que estou ansiosa para começar a ler. Estava com saudades, Becky! Ah! Notícia boa para os moradores da cidade maravilhosa e da capital paulistana: Sophie estará autografando os livros na Bienal (RJ) e em uma livraria (SP). Não vi notícias de passagem da autora em outras cidades/capitais

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Vem ai, último livro da saga!

Confesso que tento fugir das sagas, mas elas me encontram. Explico: sou daquelas que acaba criando afinidade com os personagens (seja de livros ou séries) e sofro quando eles terminam. Quando o livro é único já sei quando vai terminar. Foi assim com Harry Potter. E tá sendo assim com a saga do Percy Jackson.

Sempre tive curiosidade em ler os livros dele, mas sempre adiei. Tomei coragem depois de ver o segundo filme, “Percy Jackson e o Mar de Monstros.” Na realidade, são duas sagas. Na primeira, o foco é o acampamento grego e o Percy é o personagem principal. Na segunda (“Heróis do Olimpo”), somos apresentados ao acampamento romano e para outros personagens como Jason, Piper, Léo, Frank e Hazel.

O quinto e último volume que tem 432 páginas, será lançado pela Editora Intrínseca no dia 07 de outubro, simultaneamente com os Estados Unidos. Tá ansioso?  Eu também! E triste por antecipação, é claro. Então o jeito é aguardar até mês que vem. Confira aqui a sinopse:

Capa do último livro da saga. A versão americana é igualzinha! (fonte: Google)

Capa do último livro da saga. A versão americana é igualzinha! (fonte: Google)

No desfecho da série Os heróis do Olimpo, os tripulantes gregos e romanos do Argo II têm feito progresso em suas constantes missões, mas ainda não estão nem perto de vencer a sanguinária Mãe Terra, Gaia. Os gigantes estão de volta — mais fortes do que nunca —, e os semideuses precisam impedi-los antes da Festa de Spes, momento em que Gaia planeja despertar, derramando o sangue do Olimpo. Para piorar, visões frequentes da terrível batalha no Acampamento Meio-Sangue assombram os sete semideuses. A legião romana do Acampamento Júpiter, comandada por Octavian, está se aproximando das fronteiras do acampamento grego. Por mais que seja tentador usar a Atena Partenos como arma secreta contra os gigantes, eles sabem que a estátua é necessária em Long Island, onde talvez consiga impedir uma guerra entre os acampamentos. A Atena Partenos irá para o oeste, enquanto o Argo II segue para o leste. Os deuses, ainda sofrendo com a dupla personalidade, não podem ajudar. Como os jovens conseguirão vencer sozinhos um exército de gigantes? A viagem para Atenas é perigosa, mas não há outra opção. Eles já sacrificaram muito para chegar onde estão. E se Gaia despertar, será o fim.
O jeito é aguardar mesmo até o dia 07. E já ficar triste por ser o último.

Entrevista: Li Mendi

limendi

“É preciso ir longe para chegar mais perto dos corações”

Para inaugurar o blog no quesito “Entrevistas“, convidei a jornalista, publicitária e escritora carioca Li Mendi, 29 anos, com 12 livros escritos (sendo que três deles em versões impressa) a me responder algumas perguntas. Super acessível, a Li respondeu tudo! Imagina se fiquei feliz,  né? A Li começou a escrever aos 14 anos em cadernos e passava para as amigas lerem. Recentemente, lançou o livro “Coração de Pelúcia”, em que pela primeira vez escreve sobre um personagem cego. “Eu mergulhei fundo para escrever um personagem cego. Andei pela casa de olhos vendados, tentei executar tarefas domésticas assim. Eu fiz um laboratório de verdade. E o que mais facilitou chegar naquela profundidade das falas foi o planejamento No fim, tive um enorme prazer de receber muitos e-mails de leitoras super tocadas pela estória.”, ressalta a autora dos livros como “Fonte do amor“, que foi lido recentemente por mim.

Eu conheci o trabalho da Li Mendi, em 2009, quando li ‘Um coração em guerra” (meu preferido até hoje!) e me apaixonei pela história, tanto que quando resolvi escrever um livro também (postado aqui já!), não pensei duas vezes antes de colocar o mesmo nome do personagem masculino: Caio. E é claro que eu perguntei quando eu iria ter o meu favorito “em mãos”: Fica aqui seu pedido no meu coração. Quem sabe?, respondeu carinhosamente.

Vamos acompanhar a entrevista?

Li, para começar: “Um coração em Guera” é o seu livro mais “autoral”?

A cada livro que escrevo, procuro imprimir minha marca. Tenho o estilo engraçado, gosto de fazer personagens femininas sempre em apuros e colocar os cenários brasileiros como pano de fundo. À exemplo, a Jeni (do livro Um amor ao quarto ao lado) andando pelo centro do Rio de Janeiro e narrando sua visita em um diário. Outra característica minha é intercalar uma narração feminina e outra masculina. Gosto bastante de escrever na pessoa masculina, confesso que tenho mais facilidade, acredita? 

Imagino que cada livro para você seja especial, tipo filho que ama todos do mesmo modo, já que deve te lembrar uma fase da sua vida. Qual foi o que deu mais trabalho para conectar as ideias e qual que a escrita fluiu tranquilamente? 

Todos dão trabalho. “Será uma vez 2” recebi muitas reclamações. Era um livro verdadeiro demais, com falas muito chocantes. Então, eu matei o livro. É preciso também saber quando erramos a mão ou o leitor não aceitou bem. Se eu tivesse acreditado muito, continuaria. Então, fiz um novo começo. Ai, recebi críticas também sobre a pegada do novo rumo. E escrever sob essa pressão dos comentários a cada capítulo é para os fortes (rs)! Precisei, então, parar para organizar o meu casamento e estou um pouco travada para voltar, porque você precisa ter um ritmo, como uma dança. Vou terminar um inédito que estou fazendo e fechá-lo, sim. Gostem ou não gostem rs. Eu estou gostando. Ele é super sobrenatural, um tema que curto demais.

Já teve também alguma coisa que você falou ‘não era isso que tava pensando!!‘ Mas que já tinha ido ao “ar” (em relação aos e-books)?

Sobre os erros? Vários! Ai, as leitoras avisam no Fã clube ou por e-mail e vou lá, edito, corrijo e republico. Sem orgulho. O que importa é emocionar, errar faz parte. Costuma normalmente ter a ver com passagem de tempo, idade de pessoas etc. Ou, o nome não está escrito corretamente.

Capas de alguns dos livros escritos pela Li Mendi.

Capas de alguns dos livros escritos pela Li Mendi.

Existe algum assunto que você queira muito escrever e não conseguiu colocar no papel? 

(um minuto pensando e coçando o queixo.) Não tem algo que eu queira muito, mas, que eu tenho curiosidade. Será que quando eu for mãe eu vou fazer uma personagem com um filho pequeno? Me perguntei isso um dia desses. Tem os assuntos que eu já tentei e não consigo. Hot. Eu gosto até de um toque de sensualidade, mas, não curto colocar dez palavrões para chocar e dar tesão em quem lê. Eu prefiro que alguém pegue um trecho do meu livro e cite no Facebook. Você citaria um trecho de um livro hot na parte do vamos ver? Eu compro e leio pra entender o que o mercado gosta, mas, tem horas que é mais do mesmo. É o meu momento agora. Pode ser que daqui uns dez anos eu seja autora hot (será?) e vou me achar tímida ou sei lá por ter respondido isso agora. O importante é não forçar. Se não sai, então, escreva outras coisas. Tem espaço para todos.

O que você tá achando do cenário da literatura nacional, você acredita que ele tá mais valorizado? Eu mesma já li bons livros da galera do BR. Te dá um orgulho ao ver que estão ganhando espaço na prateleira?

Eu acho que cada vez mais se vê é literatura internacional traduzida empurrando os nacionais da prateleira. Somos colocados à venda na livraria online e zero espaço nas bancadas. Exceto se for de uma grande editora e comprar espaço. Sinceramente? Acho que continuamos deslumbrados pelo que o estrangeiro lê, como fazemos nos filmes… Fui a bienal do RJ (em 2013) e não vi um espacinho gratuito para o autor nacional sentar e autografar. Mas, para os ‘pops’ estrangeiros havia palcos meteóricos. É absolutamente frustrante. E não é só a classe de autor que sofre: pintores, escultores, músicos etc. Então, eu mantenho minha profissão de publicitária, tenho meu ganha pão e escrevo pelo prazer de exercitar a escrita e emocionar pessoas. Não ganho para viver disso. 

Sacie a minha nossa curiosidade: qual livro e autor que ultimamente anda na sua cabeceira?

Acabei de ler um livro mágico: “Prova do Céu” de Eben Alexander. Um máximo! Agora? Os Iranianos de Samy Adghirni, que conta a estória do povo iraniano e mostra como nós não os conhecemos mesmo. O que está por trás da vida das mulheres de burca? Precisamos sair do nosso lugar comum, ler temas diferentes, ver filmes de outras nacionalidades, ouvir outras músicas, mudar nossas paisagens para não escrever do mesmo jeito todo dia.

E quando você tá em um processo de criação, como é a sua rotina? Como a Li se vira? (Trabalho, casa, marido, vida social)

Quando estou escrevendo um livro inédito para imprimir, eu acordo às seis hora da manhã, tomo café já ligando o PC. Escrevo até dez para as oito. E tenho que tomar banho e me arrumar para estar no trabalho as nove horas. Chego em casa às oito horas, escrevo até as dez horas. E tento ir a academia umas três vezes por semana para ficar com pique. Começo a ir a todas as peças de teatro da cidade, a ver os filmes em circuito, a ler poesias, ouvir músicas diferentes. Viro uma esponja de sensações. Preciso estar muito inspirada enquanto estou diante da tela. Fico consumida, mas, já estou agora mais acostumada e com um ritmo criado, diferente do começo. Dura em torno de três meses essa rotina.

Você casou recentemente. Já pensou em escrever um livro com essa temática casamento?

Na verdade, estamos juntos há nove anos e morávamos há dois. Agora, estamos casadinhos na igreja e foi lindíssimo. Meus livros tem muitos casamentos ao final. Mas, foi bem emocionante quando eu me vesti com um vestido incrível de renda e entrei na igreja. Acho que o próximo que tiver essa narração terá uma emoção nova, porque agora eu vivi.

Alguns livros seus já foram publicados. Você pretende lançar um novo ou resgatar um dos e-books

É complicado a estratégia de lançar um que já está na rede. É um investimento altíssimo para qualquer um poder lê-lo na internet. Eu já reeditei Alma Gêmea por Acaso e estou vendo quando conseguimos publicar. 

Para terminar, Li. Eu adoro a sua relação com as suas fãs, você não é aquela autora que tá em um pedestal, sabe? Você se aproxima delas, participa. E, agora. De quem a Li é fã incondicional e queria ter esse tipo de relação?

Eu sou muito fã de alguns que se foram. Mas, se eu pudesse viajar no tempo, eu queria ir na Confeitaria Colombo, sentar e conversar com a Clarice Lispector. Acho que eu ia chorar muito. Ou com o Nelson Rodrigues. Sabia que li os livros com as peças de teatro dele quase todas?  Tinha uma coleção na biblioteca da minha faculdade e eu ia no ônibus de volta pra casa lendo. Vivos, Li Mendi! Ah! Eu ia adorar tomar um chá com a Lya Luft ou comer biscoitinhos com a Martha Medeiros. Mas, se eu ganhasse passagens aéreas, iria adorar tomar champanhe com macarrones com a diva Sophie Kinsella. Mas, curto culturas diversas. Amo filmes espanhóis e argentinos. E… devoro a cultura Coreana. Sou assinante de viki e vejo vários Kdramas comendo pipoca, sem direito a cia, porque me concentro completamente. 

Para conhecer mais o trabalho da Li Mendi, acesse o site dela que você vai poder fazer o download dos livros.


E então, gostaram? Quem vocês queriam ver aqui no blog sendo entrevistado? Escreva sua sugestão nos comentários!

Bienal do Livro

Não sei se vocês sabem, mas eu amo ler. Do tipo que devora tudo que tem letrinhas! E, como é de praxe em todo ano par acontece a Bienal do Livro em São Paulo, entre os dias 22 e 31 de agosto, no pavilhão de exposições do Anhembi.

O festival chega em sua vigésima terceira edição na capital paulista trazendo autores famosos como Harlan Coben, autor de “Confie em mim” e “Não conte a ninguém“, que fará uma palestra sobre “Os mistérios da ficção policial”.Contará também com a presença da autora da série “Instrumentos Mortais“, Cassandra Clare. Ambos estarão na feira no dia 23 de agosto.

Cassandra Clare se Halan Coban

Cassandra Clare e Halan Coban: dois autores que participarão da Bienal do Livro, em SP, no dia 23

 

Uma das novidades do evento internacional é um aplicativo (disponível no GooglePlay e no AppStore) que permite fazer consultas de expositores, as atrações, os produtos da feira e acompanhar em tempo real o que acontece por lá!

Para saber mais informações (como chegar, preço da entrada, melhor dia para você ir…) , acesse o site da Bienal e aproveitem!

http://www.bienaldolivrosp.com.br/