Espalhe o amor: Projeto Love it Forward

Existe coisa mais legal do que fazer o bem e ainda de bom coração? Não, né? Bom, recentemente uma amiga me mandou um link de um projeto bem bacana, chamado “Love It Forward”, ou algo como “amor para frente”. O projeto surgiu assim: Carolina Areas e seu filho resolveram espalhar mensagens positivas pelo mundo escritas em.. pedras por onde passa! A atitude colou e muita gente passou a fazer o mesmo, com o nome #wordrocks.

Depois de tamanha repercussão, Carol achou que era hora de ir além. Foi quando surgiu o “LIF”. A ideia é simples e bastante generosa: Enviar palavras de amor, encorajamento e força para quem precisa. Parece pouco, mas quem passa por um momento delicado, algumas palavras de conforto ajudam e muito!

Começou nos Estados Unidos, porém pessoas de outros lugares começaram a aderir. Você entra para uma lista, recebe a situação em que algumas pessoas se encontram e então, envia para elas algumas palavras de apoio ou até mesmo um gesto de carinho. Lindo, né?

Olha o que a autora do projeto fala: Neste mundo em que se digita mais do que se escreve, o poder de um envelope recheado de palavras amorosas é incrível. Imagina, então, quando são vários?! Um cartão, uma carta, um poema, um desenho, uma foto, uma lembrança… É tão fácil doar amor!”

E o processo é mais fácil do que se possa imaginar. Ao saber que uma pessoa precisa de um auxílio, Carol aciona a lista e quem puder fazer ajudar, ajuda. Ficou interessada? Mande um e-mail para loveitforwardlist@gmail.com e no título #Love It Forward.

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#TemQueLer: A terapia de Alice

Tá chegando agora no blog? Sim? Então deixa eu te avisar: toda quarta, eu tento indicar aqui um blog ou um livro que eu tenha adorado. É a nossa #TemQueLer. Pois é isso: tem que ler mesmo. Depois de muito procurar, achei esse blog, que eu apresento para vocês hoje.

Se tem uma coisa que eu curto – e muito – são os blogs que tem crônicas. Uhum. Muito mais que só falam de looks, tendências da moda, beleza. Sempre tento procurar e pedir indicações para os amigos e eles já sabendo disso, volta e meia rola uma recomendação. E também vou caçando daqui e acolá. Foi assim que descobri mais um blog para indicar aqui:  A Terapia de Alice”. Ele é daqueles bem delícias que a gente vicia já no texto de prima. E indica pra amiga, pro chefe, pra vizinha, aqui…

“A terapia” surgiu segundo as quatro fundadoras – sim! São em quatro! Milene, Mylena, Natália e Priscila  – de que elas acharam de compartilhar informações e principalmente: falar, algo que to-da mulher ama! Essas quatro amigas, curitibanas, falam sobre tudo no blog: relacionamento, comportamento, culinária, música, beleza. Enfim, assunto para qualquer tipo de mulher.

“Ela é assim: sorriso contagiante, olhos compreensivos e um coração sempre pronto para acolher o seu. É alguém em quem você pode confiar. Os cabelos dela são um charme quando caem no rosto, mesmo assim ela prefere prender para trás – questão de praticidade. Mas quando o assunto em questão é você, ela não sabe ser nada prática, muito menos racional.”

O layout do site é daqueles beeem clean, suave, do jeito que eu adoro e sem aquelas 1001 dificuldades pra achar sobre certo assunto. E o melhor, existe versão mobile. Algo que me dá muitas alegrias, pois acabo vendo – como muita gente – no celular.

As Quatro Alices: Milene, Mylena, Natália e Priscila

O blog existe desde abril de 2014 (ou seja, tem um pouco mais de um ano) e já é sucesso, são cerca de 40 mil curtidas no facebook e mais de 8 mil de seguidores no instagram.

Quer saber mais sobre “A Terapia de Alice” ? Clica aqui para poder seguir todas as redes sociais dele!

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#Top5: o que fazer dia 12? – especial Dia dos Namorados

Já sabe, não é? Sexta é aquele dia que os apaixonados vão curtir o dia só deles. Esse dia surgiu no Brasil em 1949 – a maioria do mundo comemora no dia de São Valentim, 14 de fevereiro – com uma ideia do publicitário João Dória para os comerciantes, pois o mês de junho era considerado fraco de vendas. E se você ainda tá em dúvida do que fazer com o amado, aqui vão cinco sugestões de “o que fazer” para comemorar a data.

Sessão pipoca em casa

Todo mundo sabe que nesse dia qualquer fila é gigante e fica insuportável. Do cinema, do restaurante, tudo tá lotado. E ainda por cima esse ano, a data cai justamente numa sexta. Aproveita então para curtir o love em um programa caseiro, curtindo a dois um filme. Não sabe qual escolher? O primeiro post sobre #DiaDosNamorados foi sobre sete filmes pra lá de românticos! Olha as dicas

Cozinhar juntos

Ao invés de preparar aquela comida para o boy/mina, que tal combinarem de cozinhar juntos? Motivos? Bom, isso gera cumplicidade. Nada melhor para uma data como essa, não? Fora que vocês fogem da fila interminável dos restaurantes sem vaga! E, de quebra, ainda surge um jantar à luz de velas.

Viajar

Clichê total, eu sei. Se puderem, vão para um canto isolado do mundo e aproveitem o tempo sozinho a dois (principalmente se a vida de ambos é corrida!). Então, arrumem as malas e pé na estrada. Serve resort, serve casa de praia, de serra, serve qualquer coisa. O importante é curtir

Cair na balada.

Calma, você leu certo. Cair na balada SIM. Sair para dançar não é sinônimo de pegação. Se o boy é daqueles que adora um agito, porque não? O que vale é vocês estarem juntos, aproveitando e comemorando do melhor jeito.

Saiam da rotina

Que tal combinarem para que nesse dia vocês façam algo surpreendente – ou surpresa? Andar de balão, pular de asa delta, trilha noturna para ver o nascer do sol, piquinique no parque.. algo que vocês nunca fizeram mas que morrem de vontade.. a hora é agora. Xô, monotomia!

Eu não sou a Jamie. Nem a Summer.

Senta ai, garota. Não vou te chamar de tola, você já sabe que é quanto se trata dele. Queria te falar uma coisa: sua vida não é como nos filmes de comédia romântica que você suspira sempre que assiste. Não é. Muito menos é igual ao clipes de músicas românticas que eu sei que você sempre refaz nessa sua mente criativa. Sim, vai dar certo no final. Mas é bem provável que não seja com aquele carinha. Pode acontecer um dia, mas não agora.

Engole o choro, ele não merece nenhuma lágrima sua. Nunca mereceu. E você sabe muito bem disso, não é? Lembra da cena daquele filme que você viu outro dia e me contou o quanto chorou? A parte do diálogo que você narrou? Desculpa falar, mas ele não vai falar igual. Muito menos te puxar pelo braço quando você sair furiosa depois de uma discussão. Fazer as pazes na cama? Esquece, isso não existe.

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Lembra quando vocês conversaram antes de rolar alguma coisa? Que independente de qualquer coisa, a amizade jamais mudaria? Como naquele filme, o “Amizade Colorida”? Desculpa estragar seus sonhos. Aquilo tudo é na tela, não tenta trazer isso pra vida real, porque.. bem.. não traga. Foi mal pelo choque de realidade. Eu precisava fazer isso com você.

O cara é desses que conseguem separar amizade de pegação. Você não e isso não te transforma em uma Jamie. Você é doce e suave demais. Se envolve demais. Sofre demais. Desiste disso enquanto é tempo. Pela sua sanidade mental.

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#TemQueLer: “Simplesmente Acontece”

Mais uma quarta feira, mais um #TemQueLer! A resenha de hoje é sobre o livro “Simplesmente Acontece”, da Cecília Ahern. Originalmente, seu nome é “Onde terminam os arco-íris” e tinha sido lançado pela Editora Relumé Dumará. Bom, o fato é que ele virou filme e a Novo Conceito comprou os direitos e relançou com esse nome.

downloadO que acontece quando duas pessoas que foram feitas uma para outra simplesmente não conseguem ficar juntas? Todo mundo acha que Rosie e Alex nasceram para ser um casal. Todo mundo menos eles mesmos. Grandes amigos desde criança, eles se separaram na adolescência, quando Alex se mudou com sua família para os Estados Unidos. Os dois não conseguiram mais se encontrar, mas, através dos anos, a amizade foi mantida através de emails, mensagens de texto, cartas, cartões-postais… Mesmo sofrendo com a distância, os dois aprenderam a viver um sem o outro. Só que o destino gosta de se divertir, e já mostrou que a história deles não termina assim, de maneira tão simples. 

Autor: Cecília Ahern

Editora: Editora Novo Conceito

Número de páginas: 488


Pausa. Um minuto de silêncio pra um dos livros mais lindos que eu já li (e mais bem escritos também.) A história é sobre a amizade de Alex e Rosie, que se conhecem desde os cinco anos e são melhores amigos desde sempre. Um relacionamento incomum, já que todos acreditam que eles deveriam ser um casal. Até que uma tragédia acontece: a família de Alex é transferida de Dublin, na Irlanda para Boston, nos Estados Unidos justamente no último ano do colégio deles. Ele deseja se tornar médico. Rosie é apaixonada por hotéis desde criança. Combinam então de fazerem a faculdade na mesma cidade: Boston. Mas uma bomba cai sobre eles: Rosie fica grávida. E seus planos mudam.

Como a vida é engraçada, né? Bem na hora em que você pensa que está tudo resolvido, bem na hora em que você finalmente começar a planejar alguma coisa de verdade, se empolga e sente como se soubesse a direção em que está seguindo, o caminho muda, a sinalização muda, o vento sopra na direção contrária, o norte de repente vira sul, o leste vira oeste, e você fica perdido

Enquanto a vida de Rosie vira do avesso, a de Alex segue normal: faculdade, namoros e saídas. E por esse tempo todo eles vão se falando e mantendo a amizade. Cada um levando a sua vida na sua cidade, seu país. E ainda melhores amigos, acima de tudo.

O que mais me impressionou nesse livro foi a narrativa: ela é toda feita através de cartas, sms, emails. E não fica só concentrada nos dois: aparece a filha da Rosie, Katie, os pais dela, a amiga, os irmãos. Tudo, tudo feito através de mensagem.

Eu me emocionei bastante, pois é daqueles livros que acontecem com você, sua amiga, sua vizinha. Normal demais, real demais! Quando você pensava que a coisa ia finalmente acontecer, o destino vinha e pregava uma nova peça tanto em Alex quanto em Rosie. E a gente fica, tipo, torcendo (muito) pelos dois e percebendo que ‘nossa, passei por isso ou situação beeem parecida’.

O livro virou filme e deve ser lançado em janeiro de 2015. Confira um dos trailers:

Um cara como você

Sabe quem é você? Você é o meu amor de adolescência. O que me fez sofrer nos meus dezesseis anos. O cara por quem eu ontem suspirava ao ouvir “hoje eu preciso te encontrar de qualquer jeito”. O cara por quem hoje eu dou uma risada de canto quando a frase completa “nem que seja só pra te levar pra casa. Depois de um dia normal”.

Você sabe o quanto eu sofri por você? O quanto eu chorei? Sabe, eu sei que sabe. Nós crescemos juntos, mas separados. Eu torci por você de longe. De perto. Eu te ignorei, não porque queria. Mas porque meu coração tinha uma necessidade de bloquear essa paixão que insiste em voltar toda vez em que eu te vejo. E de me enganar. Mesmo nos dias mais estranhos em que o destino resolve nos colocar frente a frente ou em um dia normal em que eu sabia a hora e o momento eu que te veria.

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Pode se passar um ano. Ou dois. Ou dez. Ou cem, sei lá. Até a  eternidade! Você era a certeza de uma paixão ou um simples sexo casual que assim que você terminava um dos seus muitos namoros que eu tive que engolir nesses últimos anos. Quão tola eu fui, né?
Vieram muitos depois de você. E não, eu não te procurava em cada cara com quem eu saia. Alias, nem lembrava de você mais. Até que eu resolvi arriscar. E, mais uma vez quebrei a cara. Como ontem. Agora chegou a hora. De eu deixar você seguir em frente. Por você. Eu acho que você nem merece tudo isso. Mas não por mim. O que eu fiz foi por você. Só por você. como perder barriga

como perder barriga

[365] Última vez

Parece que foi ontem que a gente  se viu pela última vez. Que demos aquele último abraço e cada um seguiu pro seu lado. Eu, olhando uma última vez pra trás pra ver se você ao menos recuava e via que era eu, sim, a mulher da sua vida. Mas não. Já tem um ano.

Coloquei o play da nossa música. Peguei o vinho. Sentei no chão. Coloquei o rosto entre as pernas dobradas. Acendi a vela para comemorar esses 365 dias sem te ver. Sem você. Pode parecer estranho, mas eu aprendi tanto nesses 12 meses. Você até ficaria orgulhoso de mim, sabia? Consegui enxergar que posso sim, ser forte sem você. Que sei caminhar pelas minhas próprias pernas, sem ajuda de ninguém. E também descobri (muito) mais de você do que esses últimos anos.

largeDescobri que seus olhos brilham de um modo especial ao falar sobre sua família. Que mesmo reclamando do cansaço e das constantes viagens, tem orgulho da sua profissão. Que você é o cara mais relapso que conheci. Que você é mais legal do que eu suspeitava. E cá estou eu, 365 dias depois de te ver pela última vez.

Se eu fechar os olhos consigo ver tudo o que aconteceu naquele instante. Nossos olhos se cruzando, como numa cena de livro. O começo, o meio, o final. Tudo junto. A dança. A troca de olhares a noite toda. O abraço de despedida. O beijo no canto da boca. O último olhar.

E de lá pra cá o que aconteceu? Eu cresci muito como mulher. Eu mudei. Você também que eu sei. Tive que me apaixonar por outro alguém. Tive que te ver com outro alguém. Chorar por outro alguém. Sofrer por outro alguém. Curtir outro alguém. E eu sempre de camarote. E se quiser voltar pra mim, que volte. Que crie raízes. E que não se passe mais 365 sem te ver. Nunca mais.

 

Escreve uma carta para quem você ama!

menina-escrevendo-cartaDas coisas que tenho mais saudades do meus tempos de colégio são as cartas que trocava quase que diariamente com amigas. Nada muito longo, era uma folha de fichário mesmo.  Em tempos em que não existia whatsapp nem rede social e ter crédito em celular era artigo de luxo, sim senhor, a melhor forma de se comunicar eram os famosos: bilhetes. Lembro que escrevia entre as aulas ou em casa (que eram bilhetes mais demorados e longos com direito a toda uma tradição: ‘Meu quarto, hora, o que tava ouvindo’) e durante os intervalos eu saia distribuindo! Bobo? Nada! Amava. E sinto falta, claro

E quem disse que em época de férias, isso não ocorria? Recebi sim, algumas cartas de amigos que ou iam passar férias em outro estado ou que moravam longe. Tem coisa mais legal do que você abrir a sua caixa de correio e tá lá uma carta de algum amigo? Hoje em dia são só contas, cobranças, vida adulta!

 

Pensando nisso, para reacender o charme de enviar cartas, a Chamex tá com a seguinte proposta: Você vai no site deles (www.suacartanochamex.com.br) e em 240 caracteres escreve uma carta para alguém querido. E sabe o que é mais legal? Um calígrafo (aquela pessoa que escreve com a letra cursiva, muito usada em convites de casamento, ok?) é que escreve ela e é entregue no destinatário que você quer!

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“Sua carta no Chamex: Resgate o charme de enviar cartas”

Bacana, né? Ah, já sei. Não é bom nas palavras mas adorou a ideia? Não se preocupe! No fim da página já tem cartas ‘pré escritas’ e elas se dividem em: Saudade, Filhos, Pai, Mãe, Amizade, Amor, Viagem, Convite, Desculpa e Churrasco. Eu confesso que para matar as saudades já escrevi algumas.

Gostou da ideia? Então corre lá, pega o endereço de quem você quer mandar algo especial e escreve tudo o que você tá sentindo!

 

p.s: a única coisa que não é informada no site é a demora na entrega das cartas. Portanto, não me cobrem depois, ok? Ah, a parte chata é que você só pode enviar até 3 cartas por CPF. Ou seja, vale pegar do pai, mãe, irmão se a sua lista é imensa.

#TemQueLer: “Cheguei ao mundo”

Pela primeira vez, o #TemQueLer é de um assunto que não domino e que não leio sempre e espero que demore muuuuuito algum tempo para que eu me torne expert: gravidez e filhos. Mas como a minha fase é de amigas ficando grávidas- tendo bebês, a dica de hoje vai especialmente para elas!

O blog foi criado há um pouco mais de um ano pela atriz Fernanda Rodrigues, mãe da fofa Luisa e mais duas amigas, Isabel e Júlia que são apaixonadas pelo mundo dos bebês.

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Os post são dedicados para as mães; falam de gravidez, alimentação, chá de bebê, amamentação, entrevistas especiais, dicas de decoração, de festas, bolo de aniversário.. ou seja, tudo do universo mãe e bebê.

Para quem é novo no assunto, super indico o “Cheguei ao Mundo”, vale super a pena. Eu, por enquanto, só indico mesmo!

 

E você, tem algum site ou blog legal e acha que todo mundo #TemQueLer? Deixa aqui nos comentários!


 

Informações:

 

Entrevista: Li Mendi

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“É preciso ir longe para chegar mais perto dos corações”

Para inaugurar o blog no quesito “Entrevistas“, convidei a jornalista, publicitária e escritora carioca Li Mendi, 29 anos, com 12 livros escritos (sendo que três deles em versões impressa) a me responder algumas perguntas. Super acessível, a Li respondeu tudo! Imagina se fiquei feliz,  né? A Li começou a escrever aos 14 anos em cadernos e passava para as amigas lerem. Recentemente, lançou o livro “Coração de Pelúcia”, em que pela primeira vez escreve sobre um personagem cego. “Eu mergulhei fundo para escrever um personagem cego. Andei pela casa de olhos vendados, tentei executar tarefas domésticas assim. Eu fiz um laboratório de verdade. E o que mais facilitou chegar naquela profundidade das falas foi o planejamento No fim, tive um enorme prazer de receber muitos e-mails de leitoras super tocadas pela estória.”, ressalta a autora dos livros como “Fonte do amor“, que foi lido recentemente por mim.

Eu conheci o trabalho da Li Mendi, em 2009, quando li ‘Um coração em guerra” (meu preferido até hoje!) e me apaixonei pela história, tanto que quando resolvi escrever um livro também (postado aqui já!), não pensei duas vezes antes de colocar o mesmo nome do personagem masculino: Caio. E é claro que eu perguntei quando eu iria ter o meu favorito “em mãos”: Fica aqui seu pedido no meu coração. Quem sabe?, respondeu carinhosamente.

Vamos acompanhar a entrevista?

Li, para começar: “Um coração em Guera” é o seu livro mais “autoral”?

A cada livro que escrevo, procuro imprimir minha marca. Tenho o estilo engraçado, gosto de fazer personagens femininas sempre em apuros e colocar os cenários brasileiros como pano de fundo. À exemplo, a Jeni (do livro Um amor ao quarto ao lado) andando pelo centro do Rio de Janeiro e narrando sua visita em um diário. Outra característica minha é intercalar uma narração feminina e outra masculina. Gosto bastante de escrever na pessoa masculina, confesso que tenho mais facilidade, acredita? 

Imagino que cada livro para você seja especial, tipo filho que ama todos do mesmo modo, já que deve te lembrar uma fase da sua vida. Qual foi o que deu mais trabalho para conectar as ideias e qual que a escrita fluiu tranquilamente? 

Todos dão trabalho. “Será uma vez 2” recebi muitas reclamações. Era um livro verdadeiro demais, com falas muito chocantes. Então, eu matei o livro. É preciso também saber quando erramos a mão ou o leitor não aceitou bem. Se eu tivesse acreditado muito, continuaria. Então, fiz um novo começo. Ai, recebi críticas também sobre a pegada do novo rumo. E escrever sob essa pressão dos comentários a cada capítulo é para os fortes (rs)! Precisei, então, parar para organizar o meu casamento e estou um pouco travada para voltar, porque você precisa ter um ritmo, como uma dança. Vou terminar um inédito que estou fazendo e fechá-lo, sim. Gostem ou não gostem rs. Eu estou gostando. Ele é super sobrenatural, um tema que curto demais.

Já teve também alguma coisa que você falou ‘não era isso que tava pensando!!‘ Mas que já tinha ido ao “ar” (em relação aos e-books)?

Sobre os erros? Vários! Ai, as leitoras avisam no Fã clube ou por e-mail e vou lá, edito, corrijo e republico. Sem orgulho. O que importa é emocionar, errar faz parte. Costuma normalmente ter a ver com passagem de tempo, idade de pessoas etc. Ou, o nome não está escrito corretamente.

Capas de alguns dos livros escritos pela Li Mendi.

Capas de alguns dos livros escritos pela Li Mendi.

Existe algum assunto que você queira muito escrever e não conseguiu colocar no papel? 

(um minuto pensando e coçando o queixo.) Não tem algo que eu queira muito, mas, que eu tenho curiosidade. Será que quando eu for mãe eu vou fazer uma personagem com um filho pequeno? Me perguntei isso um dia desses. Tem os assuntos que eu já tentei e não consigo. Hot. Eu gosto até de um toque de sensualidade, mas, não curto colocar dez palavrões para chocar e dar tesão em quem lê. Eu prefiro que alguém pegue um trecho do meu livro e cite no Facebook. Você citaria um trecho de um livro hot na parte do vamos ver? Eu compro e leio pra entender o que o mercado gosta, mas, tem horas que é mais do mesmo. É o meu momento agora. Pode ser que daqui uns dez anos eu seja autora hot (será?) e vou me achar tímida ou sei lá por ter respondido isso agora. O importante é não forçar. Se não sai, então, escreva outras coisas. Tem espaço para todos.

O que você tá achando do cenário da literatura nacional, você acredita que ele tá mais valorizado? Eu mesma já li bons livros da galera do BR. Te dá um orgulho ao ver que estão ganhando espaço na prateleira?

Eu acho que cada vez mais se vê é literatura internacional traduzida empurrando os nacionais da prateleira. Somos colocados à venda na livraria online e zero espaço nas bancadas. Exceto se for de uma grande editora e comprar espaço. Sinceramente? Acho que continuamos deslumbrados pelo que o estrangeiro lê, como fazemos nos filmes… Fui a bienal do RJ (em 2013) e não vi um espacinho gratuito para o autor nacional sentar e autografar. Mas, para os ‘pops’ estrangeiros havia palcos meteóricos. É absolutamente frustrante. E não é só a classe de autor que sofre: pintores, escultores, músicos etc. Então, eu mantenho minha profissão de publicitária, tenho meu ganha pão e escrevo pelo prazer de exercitar a escrita e emocionar pessoas. Não ganho para viver disso. 

Sacie a minha nossa curiosidade: qual livro e autor que ultimamente anda na sua cabeceira?

Acabei de ler um livro mágico: “Prova do Céu” de Eben Alexander. Um máximo! Agora? Os Iranianos de Samy Adghirni, que conta a estória do povo iraniano e mostra como nós não os conhecemos mesmo. O que está por trás da vida das mulheres de burca? Precisamos sair do nosso lugar comum, ler temas diferentes, ver filmes de outras nacionalidades, ouvir outras músicas, mudar nossas paisagens para não escrever do mesmo jeito todo dia.

E quando você tá em um processo de criação, como é a sua rotina? Como a Li se vira? (Trabalho, casa, marido, vida social)

Quando estou escrevendo um livro inédito para imprimir, eu acordo às seis hora da manhã, tomo café já ligando o PC. Escrevo até dez para as oito. E tenho que tomar banho e me arrumar para estar no trabalho as nove horas. Chego em casa às oito horas, escrevo até as dez horas. E tento ir a academia umas três vezes por semana para ficar com pique. Começo a ir a todas as peças de teatro da cidade, a ver os filmes em circuito, a ler poesias, ouvir músicas diferentes. Viro uma esponja de sensações. Preciso estar muito inspirada enquanto estou diante da tela. Fico consumida, mas, já estou agora mais acostumada e com um ritmo criado, diferente do começo. Dura em torno de três meses essa rotina.

Você casou recentemente. Já pensou em escrever um livro com essa temática casamento?

Na verdade, estamos juntos há nove anos e morávamos há dois. Agora, estamos casadinhos na igreja e foi lindíssimo. Meus livros tem muitos casamentos ao final. Mas, foi bem emocionante quando eu me vesti com um vestido incrível de renda e entrei na igreja. Acho que o próximo que tiver essa narração terá uma emoção nova, porque agora eu vivi.

Alguns livros seus já foram publicados. Você pretende lançar um novo ou resgatar um dos e-books

É complicado a estratégia de lançar um que já está na rede. É um investimento altíssimo para qualquer um poder lê-lo na internet. Eu já reeditei Alma Gêmea por Acaso e estou vendo quando conseguimos publicar. 

Para terminar, Li. Eu adoro a sua relação com as suas fãs, você não é aquela autora que tá em um pedestal, sabe? Você se aproxima delas, participa. E, agora. De quem a Li é fã incondicional e queria ter esse tipo de relação?

Eu sou muito fã de alguns que se foram. Mas, se eu pudesse viajar no tempo, eu queria ir na Confeitaria Colombo, sentar e conversar com a Clarice Lispector. Acho que eu ia chorar muito. Ou com o Nelson Rodrigues. Sabia que li os livros com as peças de teatro dele quase todas?  Tinha uma coleção na biblioteca da minha faculdade e eu ia no ônibus de volta pra casa lendo. Vivos, Li Mendi! Ah! Eu ia adorar tomar um chá com a Lya Luft ou comer biscoitinhos com a Martha Medeiros. Mas, se eu ganhasse passagens aéreas, iria adorar tomar champanhe com macarrones com a diva Sophie Kinsella. Mas, curto culturas diversas. Amo filmes espanhóis e argentinos. E… devoro a cultura Coreana. Sou assinante de viki e vejo vários Kdramas comendo pipoca, sem direito a cia, porque me concentro completamente. 

Para conhecer mais o trabalho da Li Mendi, acesse o site dela que você vai poder fazer o download dos livros.


E então, gostaram? Quem vocês queriam ver aqui no blog sendo entrevistado? Escreva sua sugestão nos comentários!

O primeiro capítulo do meu livro!

Recolhi depressa a minha roupa que estava toda espalhada pelo chão do quarto do hotel. Aquela noite, sem dúvida, foi a melhor da minha vida. Da dele também, tinha certeza. Ele tinha conseguido se formar. “Finalmente”, pensei. Depois de longos anos, o meu menino era um homem. Uma lágrima desceu e um misto de orgulho e tristeza se abateu sobre mim. Eu não poderia ficar. Não haveria futuro para nós. Mesmo que os dois quisessem.

“Maldita tequila, deveria já saber que ela não me faz nada bem. Sempre consigo fazer alguma besteira quando eu a bebo!” pensei alto, no banheiro enquanto tentava me refazer. “Ele foi incrivelmente maravilhoso essa noite, em todos os sentidos.”, refleti relembrando os detalhes. “E essa cara quando tá dormindo então? De que o mundo não oferece perigo, que é tudo calmo, fácil.”

Sentada na poltrona que ficava de frente para a cama, enquanto calçava o sapato em silêncio, fiquei o observando, concluindo que sim, eu estava apaixonada pelo Caio. Perdidamente.

“E agora?” – eu estava em um dilema! Coloquei a mão na minha cabeça, tentando pensar rapidamente. “Ficar ou ir embora?” Eu tenho que sair antes que ele acorde e a gente fique com cara de bobo olhando um para o outro. Não posso ficar mais nem um minuto aqui. Mesmo que ele me odeie, eu tenho que ir. E fui. Sem olhar pra trás, sem um bilhete ou explicação. O sutil barulho da porta fechando se confundiu ao meu coração se despedaçando.

Alguns anos depois:

Abri correndo a porta de casa, pois o telefone estava tocando. Para variar, estava toda atrapalhada, cheia de coisas para segurar. Era bolsa, chave de casa, chave do carro, sacola de supermercado. Haja equilíbrio! Isso era tão eu…Foi só colocar o pé pra dentro do apartamento recém-comprado que o barulho da ligação parou. Com sorte, quem quer que fosse ligaria de novo. E foi o que aconteceu.

– Droga! – disse largando tudo no corredor de entrada e correndo para ver se conseguia atender a ligação.

– Alô ?? – respondi com a respiração bem ofegante.

Era Fred, meu amigo que falou impaciente do outro lado da linha.

– Mas que demora !! O que houve? Tenho boas notícias, tenho certeza de que você vai adorar!

– Jura? – pronunciei já com um sorriso nos lábios.

-Você vai competir! Em Athena.

Gelei. Congelei. Estatelei no sofá vermelho, única coisa que tinha na minha sala de estar. Morava há um pouco mais de um mês no meu primeiro apartamento, não tinha tido muito tempo de decorar. Suspirei fundo e respondi ao Fred, meu amigo-técnico-faz tudo em relação ao quesito hipismo na minha vida.

-Fred, querido. Depois você me liga pra dar detalhes. Pode ser? Acabei de chegar do trabalho, a revista tá com o deadline bem apertado e estou exausta. Ou sei lá, me manda tudo por e-mail que ai eu leio e te respondo, pode ser?

– Tudo bem, vou enviar tudo agora então. Me liga se tiver dúvidas depois de ler tudo.

Assim que desliguei, sentei lentamente no meu sofá confortável. Atônita. Perplexa. Tirei meu sapato e fui tomar um banho para ver se relaxava. Não consegui, é claro. Guardei as compras no armário e na geladeira como uma forma de adiar o inevitável: Ver o e-mail e ligar para o Fred.

A fome sumiu completamente, as borboletas insistiam em fazer um show no meu estômago. Para não dormir de barriga vazia, preparei um chá de morango e me sentei no sofá.

Sabe, eu finalmente estava num emprego ótimo e ganhava muito bem, morava sozinha, tinha minha independência financeira e tinha realizado o meu sonho: de aprender a montar a cavalo, me revelando tão boa que acabei adotando isso como um esporte a ponto de competir algumas vezes.

Esse sempre foi o meu maior desejo, acho que desde a minha infância quando eu via o meu tio caçula montar. Só fui conseguir quando adulta, de tanto o Caio insistir. Era essa uma das muitas coisas que nós dois amávamos e passávamos horas conversando.

Descobri então, acho que graças a insistência dele durante os nossos papos que eu tinha mesmo jeito para isso. Cavalos. Eu sempre fui louca por eles, assistia sempre que podia a filmes, documentários, lia livros, assim como era louca pela minha verdadeira profissão: o Jornalismo.

Peguei meu laptop de cima da mesa e fui direto na minha caixa de entrada checar o tal do e-mail. Foi inútil não me recordar dele. E o meu pensamento voou pra longe. Meu corpo estremeceu. Uma coisa louca. Lembrei que alguma semana depois daquela noite, ele foi morar justamente em Athena. Não teve como eu não associar a cidade a ele. As perguntas começaram a pipocar na minha mente enquanto eu lia o programa da competição.

“E agora, como é que ele está? Será que ele ainda morava por lá? Será que tinha namorada, noiva, esposa? Filhos” Afastei esse pensamento e me concentrei no que estava lendo.

Não tinha a mínima noção do que havia acontecido com ele, eu preferi cortar qualquer laço depois de tudo o que aconteceu. Algo me dizia que nossas vidas estavam pra se cruzar novamente. Depois de responder ao Fred, deitei e adormeci por ali mesmo. E sonhei com ele. Como uma volta ao passado…

Cafés no Starbuck’s

E ai é que assumo que tenho saudades, sim. Daquele dia, de nós dois. Do reencontro. Da troca de olhares a noite toda. Do abraço no final. Do nunca mais. E eu queria falar que não sinto tua falta. Que não sinto falta dos teus ‘bom dia’ com a voz no meu ouvido. Mas faz.

Queria não sentir falta dos nossos papos idiotas no fim do dia com as pernas entrelaçadas. Ou de você torcendo o nariz ao me ver pedindo um café duplo do Starbucks para conseguir enfrentar o dia enquanto você se sustenta até a hora do almoço com um prato de cereal e leite. E o quanto eu acho isso humanamente impossível e você ri da minha cara.

 

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Tenho saudades de implorar a você que leia ‘só aquele livro, vai’ e me mostra uma cara de tédio, de que sabe que não vai ultrapassar o primeiro capítulo enquanto você fala que ver o filme é muito melhor. E que te prende muito mais a atenção que um ‘monte de letrinhas’.

De você esquecendo a toalha molhada em cima da cama, mesmo sabendo que aquilo me dá nos nervos. Sinto falta dos nossos corpos colados e suados, dançando ao som de um sertanejo romântico. Das mãos entrelaçadas. Da cumplicidade que nós tínhamos e se perdeu em um clique. Queria mesmo voltar no momento exato em que tudo acabou, um segundo antes.

E essa tua ausência é culpa minha. Do meu medo em me arriscar, em seguir em frente, em não olhar pra trás. Tive esse medo tolo de te perder, acabar com essa magia. Boba, né? Mesmo tentando evitar, não consegui. Você se foi.

E tudo isso tem quase um ano. E eu não esqueço do nosso tempo feliz, e te prometo não me perder naquela pessoa solitária e fria. E prometo tentar amar novamente. Não como te amei, mas eu prometo.