“Como ser solteira”: Eu vi

“O macete de ser solteira é que você tem que curtir ser.”

Cerca de duas semanas atrás, resolvi ir ver o filme “Como ser solteira”, que meu querido amigo André me enviou. Quando vi o trailler há uns três meses, me interessei logo de cara. Parecia aquele filme para você chamar alguma amiga e garantir a risada. Estrelado por nomes como Dakota Johnson – a mocinha bem cinza de 50 tons – e Rebel Wilson – a gordinha gente boa que figura ‘A Escolha Perfeita’.

Elas são Alice e Robin. A primeira acaba de sair de um relacionamento longo – já que ela quer saber como é ser solteira- termina a faculdade e está indo morar em Nova Iorque, com a irmã mais velha, Meg (Leslie Man), obstreta e que não deseja ter filhos tão cedo. Nenhuma delas deseja um namorado. Mas ao contrário delas, encontramos Lucy (Alisson Brie), que é do tipo viciada em sites de relacionamento e tem 1001 teorias de como encontrar o homem ideal nesses lugares.

“Se o Tom mandar um sms espere 4 horas pra responder. Se usar um emoji, leva um soco no peito.”

Quando eu dei uma conferida no trailler, meu primeiro – e único – pensamento foi: as quatro serão melhores amigas e vão mostrar os prós e contras da vida de solteira. Só que ai que a gente se engana. E se você acha que só vai gargalhar, tira o seu cavalinho da chuva. Tem drama sim. E se reclamar, tem mais.

Lucy, por exemplo, só contracena com as outras três meninas em pouquissimas cenas. Não há diálogo, não há cumplicidade. Zero. Alice e Robin são colegas de trabalho que caem na noite sempre que podem, em contra partida da Meg, que tá focada na profissão.

O longa, como um todo, demonstra as desventuras de ser, estar e se sentir solteira. Posso até afirmar que ele tende mais ao draminha – por mais leve que seja – do que para comédia. É um filme que você reflete o quanto vale a pena ter alguém ou ficar sozinha. Pegue a pipoca, o brigadeiro, o suco e se joga.

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