Carência mode on

Em tempos de corações magros, a moda é apelar. Pegar vários pra nutrir a carência? Não é necessário. Uma vez, me falaram que as coisas feitas a dois são mais gostosas. Não consigo concordar plenamente. Claro que é sempre bom ter algum abraço gostoso pra você se esconder quando a coisa aperta e literalmente te proteger. Mas não podemos viver a nossa vida baseada no outro. Explico.

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Há alguns anos, uma amiga minha arrumou um namorado. Ótimo pra ela, que bacana. A questão é que se antes ela era independente e até um tanto livre, virou completamente (me perdoem a expressão) otária por ele. Calmaê, e aquela mulher que o-d-i-a-v-a se prender a alguém? Sumiu? Foi abduzida? Não meus caros… ela estava lá, sim. Só que vive em função do outro. Do namorado, por assim dizer. E posso falar, não é só com ela que isso aconteceu não. E muito menos que isso seja um privilégio de nós, mulheres..

Listaria aqui um monte de nomes tanto de amigas quanto de amigos, conhecidos, amigos das amigas..! Uhum… vários.
Mas peralá, será que só porque você agora namora (eu disse namora, não divide 24 hrs da sua vida com o ser amado!) você não tem vontade própria ? Claro que tem. Se você quiser. Não foi bem o caso dela, maas… prossigamos. Creio eu, em mais uma das minhas (loucas) teorias que existe sim, o momento seu. Seu sozinha, seu com seus amigos. Pode parecer deprimente, mas eu adoro ir no cinema sozinha. Uhum. Verdade, eu me sinto muito melhor do que aquela pessoa do seu lado que você quase que obrigatoriamente tem que comentar alguma coisa ou outra no meio da película para não parecer indelicado.
Não sei se a minha condição do ‘sem namorado’ me faz uma ignorante do assunto. Só sei que eu prezo e muito a minha liberdade, os meus momentos, o meu eu, o meu espaço. Tinha vida antes de conhecer a pessoa. Posso quebrar algum dia a minha cara? Até posso, não arrisco dizer eu nunca porque quem cospe pra cima, cai na cara mas por enquanto eu posso dizer que eu estou bem. E vou viver assim e principalmente pensar assim. Cheguei em uma fase que prefiro qualidade do que quantidade.
Ah, e a minha amiga lá de cima? Prefiro nem comentar.sistema de atendimento on-line
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